Colunistas | 13/06/2010

Papa anuncia mais uma etapa do projeto Santos Novos Tempos

 

O prefeito João Paulo Tavares Papa anunciou quinta-feira (10) o início da construção de galerias de drenagem junto ao dique da Vila Gilda e do conjunto habitacional Caneleira 4, na Zona Noroeste. A ação faz parte do Santos Novos Tempos, o principal projeto da atual administração. Ele prevê a eliminação definitiva das enchentes na Zona Noroeste, a construção de casas populares, capacitação profissional de trabalhadores e geração de empregos.

Os detalhes das intervenções, realizadas pela Prefeitura com recursos próprios, do governo federal e do Banco Mundial, foram apresentados na reunião que contou com a presença do especialista em Desenvolvimento Urbano do Banco Mundial, o egípcio Sameh Wahba, coordenador do 'Santos Novos Tempos'. Wahba lidera uma missão técnica que está na cidade para monitorar as providências relacionadas ao projeto, que tem financiamento da instituição internacional. 

Modelo para a América Latina

"É um programa completo e inovador, pois integra obras de infraestrutura e de habitação popular a iniciativas de formação profissional e de inclusão social. Certamente servirá de modelo para outras comunidades da América Latina", disse Wahba, enfatizando a qualidade do detalhado cadastramento das famílias a ser beneficiadas por moradias construídas pela Prefeitura. Para ele, o projeto desenvolvido em Santos é estratégico também do ponto de vista ambiental. "Terá reflexos positivos em toda a região estuarina, que envolve São Vicente, Guarujá e Cubatão".

Iniciado em 2005, o Santos Novos Tempos já entregou 1.383 unidades habitacionais nos bairros Vila Gilda, Vila Alemoa, Vila Pelé, além dos conjuntos habitacionais Cruzeiro do Sul e Estradão. Estão sendo concluídas mais de 400 unidades da Vila Pelé 2, com previsão de entrega no segundo semestre.


Os banqueiros continuam rindo à toa, diz Roberto Freire


O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, esteve no Jornal da Orla onde falou sobre o atual momento político. Acompanhado do vereador Marcelo Del Bosco e do ex-deputado Nelson Fabiano Sobrinho, ele fez duras críticas ao governo Lula, que considera "conservador". Freire afirma que o rompimento de seu partido com o governo petista, ocorrido em 2004, foi conse-quência desse conservadorismo.

Na sua avaliação, Lula representava a mudança, que não ocorreu. "Os banqueiros continuam rindo à toa no Brasil", diz Freire, que atualmente apoia a candidatura do ex-governador de São Paulo, José Serra, à presidência da República. A seguir, os principais trechos da entrevista:


Jornal da Orla - O senhor tem sido uma das poucas vozes de oposição ao Governo Lula. Mas o seu partido integrou a base aliada quando o presidente foi eleito em 2002 e ficou no governo até 2004. Por que houve o rompimento?

Roberto Freire - Primeiro, o governo adotou uma política econômica equivocada. O povo brasileiro vai pagar muito caro no futuro, porque o País cresce de forma medíocre, em uma comparação com a América Latina e os outros países do mundo. A média de crescimento nos sete anos do governo petista é de 3,6% - que é baixíssimo - e ainda existe o aparelhamento do Estado.

Após a saída do PPS da base aliada, o governo mergulhou em diversos escândalos do ponto de vista ético e moral. Desde o estouro do mensalão, o governo acumula uma sucessão de escândalos com os seus "aloprados" e "vampiros". Isso demonstra que essa administração está despreocupada com as questões de ordem moral da política. Por conta disso, o PPS rompeu com o Governo Lula e vem fazendo oposição.

Como o partido atua na oposição a um governo que tem ampla aprovação popular?

Roberto Freire
- Não é fácil. Até porque é um governo popular que trouxe ganhos para os setores de menor renda. Em algumas regiões, os programas são assistencialistas. Mas o fato concreto é que precisamos fazer oposição porque o Brasil não está se preparando para os desafios do futuro e, dessa forma, vamos enfrentar inúmeras dificuldades.  O dado preocupante é que o Brasil está se "desindustrializando", pois o governo cuida apenas de sua popularidade e da reeleição de sua candidata à Presidência da República, em 2010.  

O senhor costuma dizer que banqueiro "continua rindo à toa no Brasil". O senhor está convencido de que é preciso mudar essa situação?

Roberto Freire
- Claro. Isso é um absurdo. Eles estão rindo há muito tempo, não é de agora.

Mas o senhor não esperava que o banqueiro continuasse "rindo" em um governo de esquerda?

Roberto Freire
- Sem dúvida. A atuação do governo não é de esquerda. O PT é um partido que tem uma formação e uma perspectiva no campo da esquerda. Mas o Governo Lula é conservador. No campo social, o governo faz política assistencialista e não há uma inclusão social efetiva. O sistema educacional é péssimo e nós não estamos vivendo a formação da cidadania.  A política social não valoriza o trabalho que deveria ser a nossa meta.

A política é voltada aos interesses do sistema financeiro nacional e internacional, que já está integrado. É incrível que os petistas estejam embevecidos porque Lula recebeu uma homenagem do núcleo central do sistema financeiro mundial. Alguma coisa está errada. Eu não acredito que os culpados sejam os banqueiros, até porque todos sabem quais são os interesses do sistema financeiro. Mas o equívoco está no governo que é o responsável pela taxa de juros indecente que transforma o País em um cassino. Com isso, o Brasil não aproveita o seu potencial e produz menos do que a população necessita. Por outro lado, o lucro do sistema financeiro bate recorde a cada dia. Portanto, é o governo do conservadorismo e não da transformação.

O PPS está apoiando a candidatura do ex-governador José Serra para a sucessão presidencial. O que o senhor espera de mudança em um eventual governo Serra?

Roberto Freire
- Espero mudanças bem sérias do ponto de vista econômico. O governo deve implantar uma política nacional do desenvolvimento, industrialização, incentivo concreto às pesquisas e inovações tecnológicas, até porque estamos na era do conhecimento. Nós precisamos fazer uma revolução educacional e, no campo da economia, a prioridade é a produção. Nenhum país cresce pelo consumo. Isso é voo de galinha. Para ter sustentabilidade, a Nação precisa ter uma economia de investimento e produção.

A indústria precisa gerar emprego e renda para o País se desenvolver. O Brasil cresceu pegando carona no desenvolvimento de São Paulo que foi o grande parque industrial. No momento em que o País se "desindustrializa", nós perdemos participação no comércio internacional. Evidentemente, essa mudança será significativa. Eu não tenho dúvida: Serra é um homem público de espírito republicano e é competente. Isso ele demonstrou como gestor do Estado de São Paulo. Um exemplo disso é o Rodoanel, que é maior obra de engenharia que o Brasil teve nos últimos anos. A obra foi feita na administração do Serra, em São Paulo.


A disputa presidencial segue muito acirrada. As pesquisas mostram um rigoroso empate entre Dilma Rousseff e José Serra. Como o avalia essa disputa até o dia da eleição?

Roberto Freire
- Será muito equilibrada. Até mesmo quando o Serra estava à frente e Dilma era desconhecida, eu imaginava que essa eleição seria muito difícil. Apesar disso, o Serra vai ganhar a eleição nas regiões mais desenvolvidas, em que a sociedade está mais organizada. Nós estamos perdendo nos grotões brasileiros, onde a política do assistencialismo é muito forte. Isso é uma reedição do velho poder dos coronéis e oligarcas. Não é por acaso que muitos desses coronéis estão com o Lula nos dias atuais, como José Sarney e Fernando Collor de Melo. De fato, as velhas oligarquias voltam ao poder junto com o Lula, pois o presidente tem muita popularidade nesses grotões. A eleição será dura, mas nós representamos o Brasil do futuro. O futuro é São Paulo. Eu não imagino o País se desenvolvendo com o grotão interiorano, onde existem todas as mazelas e problemas brasileiros. Nós vamos ganhar a eleição com a força do Brasil desenvolvido que pensa em dar um salto para o futuro. Essa é a grande disputa, mas nós vamos trabalhar muito. Agora, o PPS está na luta há muito tempo e tem a esperança de que o Brasil vai crescer com o Serra.

Acusada de matar deputado vai a júri popular

A advogada Carla Cepolina, acusada de matar com um tiro o coronel da reserva da PM e deputado estadual Ubiratan Guimarães, em 9 de setembro de 2006, irá a julgamento popular. A decisão unânime dos desembargadores da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo foi tomada quinta-feira (10). A decisão modifica sentença do juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, para quem não havia indícios suficientes para levar a acusada a júri popular.

A sessão de quinta-feira no Tribunal colocou frente a frente dois grandes nomes da advocacia criminal do país: o ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que defendeu Carla Cepolina, e Vicente Cascione, contratado pela família da vítima. Os argumentos apresentados pelo advogado santista convenceram os desembargadores e Cepolina terá de enfrentar um júri popular.

A experiência de Cascione foi considerada fundamental para a decisão. Afinal, mesmo quando exerceu seus dois mandatos como deputado federal, ele nunca deixou de lado sua carreira profissional.


PPS promove seminário em Santos e Guarujá


O PPS está organizando o seminário "Política Nacional de Saúde Bucal na Baixada Santista: Desafios e Perspectivas". O evento, uma iniciativa do vereador Braz Antunes Mattos e do deputado federal Arnaldo Jardim, será realizado dia 1º de setembro em Santos, das 9 às 12 , na Sala Princesa Isabel (Praça Mauá, s/n), e das 14 às 17 horas, no Casa Grande hotel, em Guarujá.


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