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Santos, 10 de Setembro de 2010
28/10/2007
Saúde
Incontinência urinária tem tratamento
Mirian Ribeiro
 
Caracterizada pela perda involuntária de urina, a incontinência urinária, além de incomodar, cria constrangimentos e, muitas vezes, afasta a pessoa do convívio social. O problema afeta principalmente mulheres que passaram por seguidos partos normais, mas pode aparecer também em pessoas idosas, mulheres que nunca tiveram filhos e até em homens. As causas são diversas e a boa notícia é que a medicina já tem solução para a grande maioria dos casos.

"Antigamente achava-se que a causa da incontinência por esforço estava na bexiga, mas de uma década para cá, graças ao advento da ressonância magnética, sabemos que o grande problema é a uretra, mais precisamente o ligamento pubouretral, que dá suporte à uretra", explica o médico urologista Paulo Tadeu Dip.

A perda dessa estrutura deixa os tecidos mais frouxos e provoca um rebaixamento dos órgãos e também da parede vaginal, fazendo com que a pessoa, na hora do esforço, não consiga segurar a urina, seja andando, correndo, espirrando, tossindo, rindo. Pode ocorrer pela distensão da pélvis na gravidez, esforço na hora do parto ou problemas hormonais que aparecem com a idade.

A pessoa pode também perder o controle da urina devido a alterações neuromusculares da bexiga, causadas por doenças como diabetes, Parkinson, AVC (acidente vascular cerebral), esclerose múltipla e traumas raquimedulares. No caso dos homens, as causas geralmente estão relacionadas ao pós-cirúrgico de câncer de próstata ou bexiga.

Tratamento para a mulher

A incontinência urinária é mais frequente em mulheres, principalmente a partir dos 40 anos de idade. Segundo o urologista, em mulheres que tiveram partos normais a incidência é de 30%, na cesariana de 20%, e nas que não tiveram filhos, 10%. Se o afrouxamento do assoalho pélvico for muito acentuado pode ocorrer um prolapso, que faz com que a mulher sinta como se tivesse uma bola saindo da vagina.

O primeiro passo - explica o médico - é fazer o diagnóstico através de exame físico e urodinâmica, que vai indicar o grau e tipo de incontinência. Hoje, como opção à cirurgia tradicional, a medicina dispõe de uma nova técnica com resultados mais definitivos e minimamente invasiva.

O método consiste na colocação de um suporte uretral, denominado Sling (alça em português), que, além de recuperar o suporte perdido, vai estimular a produção de uma cicatriz para reconstruir o ligamento pubouretral. A cirurgia tem duração de 20 minutos, internação de 6 a 8 horas e, por ser minimamente invasiva (as incisões são em média de 3 centímetros), o paciente pode retornar rapidamente às suas atividades diárias. Segundo o médico, há ainda a vantagem de praticamente não apresentar sintomas de dor.

O índice de cura é de 85% dos casos. Em outros 10% há uma melhora acentuada. Nos casos de prolapso, é usada uma variação desta técnica com outros tipos de suportes sintéticos. O especialista garante que não há contra-indicação, desde que a pessoa tenha condições clínicas de ser anestesiada. "Para nós, profissionais, o mais recompensador é ver a paciente recuperar sua auto-estima, se reintegrar à vida social, o que tem grande impacto na sua qualidade de vida", afirma.

Causas neurológicas

No caso de incontinência urinária neurológica causada por traumas raquimedulares e algumas doenças os tratamentos indicados envolvem reposição hormonal tópica, algumas drogas anticolinérgicas e, em casos extremos, a aplicação de botox (que quebra a hiperatividade da bexiga), repetida a cada 6 ou 12 meses.

A fisioterapia também ajuda no tratamento de incontinência por esforço, já que os exercícios fortalecem o períneo em casos de frouxidão muito grande no assoalho pélvico. "Mas só tem resultado se a pessoa continuar com os exercícios em casa", alerta o médico.

Tratamento para o homem

O problema de incontinência urinária também afeta considerável parcela de homens, principalmente após cirurgias radicais de câncer de próstata e bexiga. Para esses casos, explica Paulo Dib, foram desenvolvidos alguns Slings (alças) semelhantes ao da mulher, mas o resultado ainda está em observação. "No momento o método mais eficaz é a colocação de uma prótese artificial chamada "Esfíncter". Ela funciona como uma torneirinha na uretra, que é ativada 60 dias após ser implantada, tempo necessário para cicatrização". A cirurgia dura em torno de 2 a 3 horas e já tem cobertura de alguns planos de saúde. "Em 90% dos casos há uma grande melhora, sendo que 60% deles ficam totalmente secos", garante o especialista.

No caso do homem que está tendo descontrole de urina, tem mais de 60 anos de idade e nunca operou a próstata, Paulo Tadeu Dib recomenda primeiro tratar o órgão e passar por um exame de urodinâmica, para descobrir o que está causando o problema.

Serviço - Paulo Tadeu Dib, av. Ana Costa 258, conj. 71, tel. 32325770



Introdutor da macrobiótica no Brasil faz palestra em Santos

O educador e pensador Tomio Kikuchi, responsável pela introdução da macrobiótica no Brasil, estará em Santos na terça-feira, dia 30, para falar sobre "Por que o mundo não funciona como gostaríamos?", em palestra gratuita, a partir das 19h, no auditório do Bloco E da Universidade Santa Cecília. O endereço é rua Cesário Mota, 8, no Boqueirão. Há cerca de cinco décadas, Kikuchi se dedica ao desenvolvimento e divulgação de processo educacional que se baseia na educação simultânea do pensamento, sentimento e vontade, através da prática da auto-educação vitalícia. No Brasil e outros países da América Latina funcionam centros de estudos e atividades sob sua orientação. A realização do evento é da Prefeitura, Unisanta, Instituto Princípio Único (SP) e Centro de Auto-Educação Vitalícia de Santos/Restaurante Takê.

Reumatismo é tema de palestra

"Dia Nacional do Combate ao Reumatismo" é o tema da palestra que o médico reumatologista Renato Pereira Dias fará na quarta-feira, dia 31, às 19h, no auditório da Leven, rua Tolentino Filgueiras, 49, no Gonzaga. A entrada é um quilo de alimento não-perecível. Inscrições pelo te. 3289-9557. Sintomas como inchaço, dores articulares, febre, dificuldade na execução de movimentos são alguns dos sintomas relacionados às doenças reumáticas. "Existem cerca de 150 tipos de reumatismos que podem surgir em qualquer etapa da vida, independente da idade do paciente. Algumas delas são até bem conhecidas, tais como artrose, artrite reumatóide, gota, osteoporose, tendinites e bursites", explica o médico Renato Pereira Dias.

Doença de Parkinson é destaque em encontro no Guarujá

De 1 a 3 de novembro acontece o 5º Encontro Nacional de Distúrbios do Movimento, que reunirá cerca de 200 neurologistas brasileiros e internacionais no Casagrande Hotel, no Guarujá. O evento, que tem o laboratório Roche como patrocinador, irá discutir novidades na genética, os métodos moleculares de imagem, aspectos clínicos não-motores e o tratamento cirúrgico da doença de Parkinson e outras enfermidades da área.

A doença de Parkinson, que atinge mais de 200 mil brasileiros, acomete células do cérebro que produzem a substância responsável pelo controle dos movimentos do corpo. A falta ou diminuição dessa substância causa sintomas como tremores, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio, alterações na fala e na escrita. A doença é progressiva e impede que o paciente tenha uma vida independente e com qualidade.

"Normose", a doença de ser normal
Rubens Amaral

Será que o que é Normal é sempre o melhor? Será que o que é Normal é sempre o mais correto ou mais justo? Por definição, Normal é aquilo que ocorre com maior freqüência, que serve de regra, de modelo, habitual. Por outro lado, será que o que é Anormal é sempre o pior? Será que o que é Anormal é sempre o menos correto ou justo? Será que ajudar um idoso a atravessar uma rua é Normal ou Anormal? Se considerarmos a definição de Normal, não ajudar é o que ocorre com maior freqüência, portanto, não ajudar o idoso a atravessar a rua é Normal. Será que, no caso em questão, o Normal tem a ver com o melhor, com o mais correto, com o mais fraterno? Claro que não! Um jogador de basquete de dois metros de altura num ambiente comum chama atenção. Com certeza, ele é Anormal dentro do contexto que está inserido, no entanto, não é doente.

Será que ser Normal em determinadas situações não seria estar doente?

Refletindo sobre o comportamento do ser humano em sociedade verifico que, em grande parte das vezes, fazer o Normal, o corriqueiro, o habitual nem sempre é o melhor, o mais correto, o mais justo, o mais saudável, apesar de ser Normal. Parece que não temos racionalidade e vamos repetindo, instintivamente, tudo que todos fazem. Repetir o que todos fazem sem pensar é Normal.

Não sei aonde li sobre a palavra "Normose" - esta significaria a doença de fazer tudo que todos fazem. A mesmice. A falta de variedade. Fazer sempre as mesmas coisas e não imaginar que elas poderiam ser realizadas de uma forma diferente. A doença de ser Normal. Todos estão dentro do mesmo padrão. Por exemplo, entrar num elevador onde já estariam quatro pessoas, todas com os olhos fixados em você e você nem se dignar a fazer um leve cumprimento, é absolutamente Normal, porém é absolutamente doentio. Por que? Porque você se comportou pior do que um cachorro, este, pelo menos, abanaria o rabo. Então, você é um Normótico, portador de Normose. Cruzar com um ser humano e não cumprimentar, somente porque você nunca o viu, é Normal? Será que é bom? Será que é humano? Quantas Normoses! Normose dos fast-foods. Normose de não desligar o celular em reuniões, missas ou cinema. Normose em parar de atender um cliente para falar no celular. Normose de buzinar sem parar quando o carro da frente não anda. Normose de estar correndo o dia todo. Normose de não ter tempo para descansar. Normose das mesmas telenovelas e dos mesmos sanguinolentos telejornais. Normose de não ligar para um amigo só para dizer alô. Normose de não ter tempo para ver um pôr-do-sol. Normose, a doença de praticar o que todos praticam sem refletir, sem questionar se existiria, e com certeza existe, outro caminho, outra forma de fazer isso ou aquilo. Uma Normose muito grave é a Normose da mentira. Eu minto porque todos mentem. Eu não falo a verdade, não tenho compromisso com o certo nem com o justo porque a minha sociedade é assim. Os políticos, as instituições, as empresas, os empregados, todos mentem. Eu sou Normal porque minto. Engano meu patrão, meu amigo, minha namorada, minha esposa, minha família. Na realidade me autocontamino, enganando-me a mim mesmo com a Normose da mentira.

Quero convidar a você a se vacinar contra a Normose. A vacina chama-se NOVOSER. Ela pode ser encontrada estocada e disponível nas prateleiras de sua sabedoria, de sua inteligência, de sua cultura, mas, principalmente, na prateleira de seu coração, de sua vontade e de sua decisão. A vacina NOVOSER produz anticorpos contra a Normose e contra a Mesmice na razão direta de sua vontade e prática da mudança. Você não mais será um Normótico. Você vai construir o seu Normal saudável e contaminar muita gente com seu novo modo de ser, ver e agir. Um saudável, fraterno e Anormal abraço.    

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