1-Área do Complexo Industrial e Naval do Guarujá - CING
2-Marinas da área do CING
3-Rio do Meio
4-Santa Rosa III
5-Santa Cruz dos Navegantes
6-Rio Icanhema
7-Entrada do Porto de Santos
8-Ponta da Praia em Santos
9-Ferry Boat
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A Prefeitura de Guarujá tem recebido propostas de empresários para instalar empreendimentos que podem gerar de dois a três mil empregos diretos. Entre as empresas interessadas na Cidade, está a líder mundial na produção de petróleo em águas profundas – a Petrobras.
A informação foi transmitida pelo prefeito de Guarujá, Farid Madi, as cerca de 100 pessoas que participaram da audiência pública, realizada na noite de quarta-feira (21), no Centro Esportivo Duque de Caxias (Tejereba), na Enseada, para discutir a destinação da área onde está localizado o Complexo Industrial e Naval de Guarujá (CING), no bairro Marinas.
O chefe do Executivo esclareceu que existem muitas versões para uma mesma história. “O que está sendo discutido não é a instalação de um terminal de contêineres e sim o surgimento de empresas não poluentes no CING, que vão gerar empregos e oportunidades. Os projetos turísticos também serão bem vindos”, disse.
O secretário de Planejamento e Gestão Financeira, Mauro Scazufca, afirmou que a área do CING existe há 30 anos e, nesse período, não recebeu investimentos nem de ordem turística nem de atividades econômicas. “É uma área em potencial crescimento econômico, com infra-estrutura em transporte e próxima ao maior porto da América do Sul”.
Segundo o secretário, o Plano Diretor definiu o CING como uma Zona Especial de Interesse Público, ou seja, uma área destinada à implantação de empreendimentos de grande porte, que possam gerar emprego na Cidade.
“No entanto, ela não deve ser restringida a empreendimentos turísticos, conforme previa projeto de lei da Câmara Municipal. O documento foi vetado pelo chefe do Executivo, que entendeu que a alteração limitaria o uso da área e faria a Cidade perder futuros investimentos de empresários”, destacou Scazufca.
De acordo com o prefeito de Guarujá, uma dessas empresas interessadas em investir no CING é a Tecsis – indústria destinada à fabricação de pás de hélices para a produção de energia eólica (pela força do vento). O projeto, já apresentado à Administração Municipal, poderá empregar diretamente três mil pessoas e, indiretamente, outras seis mil.
Trânsito pelo mar – Scazufca explicou também que o empreendimento da Tecsis, além de não ser poluente, não causará nenhum transtorno ao trânsito das ruas localizadas em seu entorno, já que o escoamento da produção será pelo mar.
O prefeito ressaltou que, em contrapartida, a Administração exigirá da empresa a construção de uma escola técnica na Cidade, voltada à capacitação de mão-de-obra para atuar na fábrica. A instituição também deverá receberá apoio do Governo do Estado de São Paulo.
O secretário de Planejamento disse ainda que qualquer projeto a ser implantado nessas zonas precisa ser aprovado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional e Câmara Municipal.