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Santos, 09 de Fevereiro de 2010
07/06/2009
Saúde
Transplante de córnea: recuperação mais rápida
Míriam Ribeiro
 

























Uma nova técnica de transplante de córnea, que reduz de um ano para cerca de 15 dias o tempo de cicatrização e restabelecimento normal da visão, já está sendo aplicada na Santa Casa de Santos pela equipe de oftalmologistas do hospital. Denominada de córnea lamelar DSAEK, a técnica pode ser utilizada em até 40% dos pacientes com indicação de transplante de córnea convencional. Além da Santa Casa, apenas o Hospital de Olhos de Sorocaba (referência nacional em transplante) e a Unifesp realizam o procedimento no estado de São Paulo.

O oftalmologia Gustavo Grottone explica que, no transplante convencional, a córnea do paciente é removida por completo e substituída pela córnea do doador, o que exige que sejam dados cerca de 24 pontos. Já pela DSAEK, somente a parte doente da córnea do paciente é substituída e, com isso, cai para quatro o número de pontos necessários, reduzindo drasticamente o tempo de cicatrização. Como a manipulação e a extensão da cirurgia são menores, a inflamação do olho no pós-operatório e o risco de rejeição também diminuem, melhorando sensivelmente o conforto do paciente.

Gustavo Grottone conta que por esta nova técnica a recuperação do transplante de córnea é comparável ao de um paciente que operou catarata. A anestesia pode ser local ou geral, dependendo das condições do paciente, e a cirurgia leva cerca de uma hora e meia, não exigindo internação.

Banco de Olhos

O Banco de Olhos da Santa Casa, coordenado pelo médico Antonio Marcos Bois, recebe córneas de uma central de transplante de São Paulo, gerida pela Secretaria Estadual da Saúde. A fila, que no passado chegou a 600 pacientes, hoje não passa de  20. O tempo de espera para a cirurgia costuma ser de 15 a 20 dias, informa Grottone. Na Santa Casa, o transplante convencional pode ser feito pelo SUS, convênio e particular. 

Pesquisa premiada nos EUA

A pesquisa promissora na área de terapia celular feitas pelo médico Gustavo Grottone recebeu o prêmio Johnson & Johnson 2009 no maior congresso de pesquisa em oftalmologia do mundo, realizado em Fortlauderdale, Flórida, de 3 a 7 de maio. O estudo, que vem sendo desenvolvido como tese de doutorado no departamento de oftalmologia da Unifesp, consiste em uma nova abordagem no campo de doenças da córnea. "O uso de técnicas de última geração com terapia celular e células-tronco traz a esperança da realização da medicina regenerativa", enfatiza o médico.

Ele explica que "no projeto atual, as células mais internas da córnea doente são substituídas por células sadias, evitando o transplante de córnea em muitos casos. Desta maneira o transplante de córnea pode vir a ser substituído nos próximos anos por algo simples como uma injeção, não havendo necessidade de pontos ou qualquer outro procedimento cirúrgico mais complexo", adianta.
Outros testes executados no mesmo projeto vêm demonstrando a possibilidade de utilizar células-tronco para recuperar a superfície mais interna da córnea, que comumente é afetada na maioria dos pacientes que necessita de transplante de córnea após uma cirurgia de catarata, por exemplo.

Serviço - Dr Gustavo Grottone, r. Bento de Abreu, 20, tel. 3295-8888.



A praga dos ácaros



Alergias e problemas respiratórios costumam se intensificar nesta época, quando as baixas temperaturas fazem as pessoas permanecer mais tempo em ambientes fechados, mas é na cama que está o habitat preferido dos ácaros, um dos principais responsáveis pelas crises alérgicas. Na cama eles encontram as condições ideais de sobrevivência: comida (pele humana), umidade (suor) e temperatura (nosso corpo deixa o colchão na temperatura adequada). São milhões de ácaros agindo ao mesmo tempo; estima-se que existam aproximadamente cinco mil ácaros em um grama de poeira! E cerca de dois milhões de ácaros em uma cama de casal.




Do ponto da biologia, os ácaros são artrópodes e pertencem à classe Arachnida, mesmo grupo do qual fazem parte as aranhas, piolhos, carrapatos e escorpiões. Invisíveis a olho nu, os ácaros proliferam em ambientes onde a umidade relativa é de 60% a 80% e em temperaturas quentes. Existem mais de 30 mil espécies e os locais preferidos por eles são colchões, travesseiros, cobertores, cortinas, frestas de assoalhos, rodapés, sofá, almofadas, brinquedos de pelúcia, carpetes e tapetes de fibra natural, ou seja, basicamente tudo que se tem em casa. O uso de aparelhos específicos de esterilização do ar é considerado um dos meios mais eficientes para combatê-lo.


Unhas apontam problemas


Além de, quando bem cuidadas, deixarem as mãos bonitas, as unhas podem apresentar alterações que sinalizam para possíveis problemas de saúde, como doenças cardíacas, renais, hepáticas, gastrointestinais, diabetes, hipertireoidismo, hipotireoidismo, lúpus eritematoso, reumatismo, anemia e leucemia.
Quem alerta é a médica dermatologista Carolina Ferolla, que recomenda a visita a um especialista caso apareça qualquer alteração anormal nas unhas. "As pessoas com anemia normalmente apresentam unhas secas e opacas; já as unhas curvadas para baixo é um sinal de problema cardíaco. As doenças renais engrossam as unhas, deixando-as amareladas ou cinzentas, enquanto a cirrose provoca a Unha de Terry - unhas com tom esbranquiçado e aumento anormal. Os problemas gastrointestinais aparecem em forma de pontos hemorrágicos e unhas doloridas e frágeis e a diabetes provoca unhas avermelhadas e com vasos na pele".



A médica explica que as deficiências nutricionais também podem ser identificadas através das unhas: vitamina A (unhas com aspecto de casca de ovo, esbranquiçadas e quebradiças), vitamina B12 (linhas longitudinais escurecidas), vitamina C (hemorragia e pontos avermelhados), zinco (coloração acinzentada, cutícula seca e engrossada).

Segundo ela, as unhas ainda possuem outros inimigos: "a água, as manicures exageradas, os produtos detergentes, maus cosméticos, acetona, removedores de esmalte malformulados e abrasivos, substâncias alérgicas, pancadas e o uso de alguns medicamentos".



Médico santista participa de seminário sobre Presbiopia

O oftalmologista santista Eduardo Paulino será um dos palestrantes do Seminário Presbiopia - dos óculos ao laser, que acontece neste final de semana, dias 5 e 6, no Centro de Estudos em Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo. O evento reúne os principais especialistas brasileiros que vêm acompanhando os avanços e desenvolvendo pesquisas na área da correção do problema popularmente conhecido como vista cansada. A doença, provocada pelo envelhecimento natural do cristalino, reduz a capacidade visual para perto em pessoas com mais de 40 anos.

Brasil alcança um milhão de doadores de medula

O Brasil chegou à marca de um milhão de doadores voluntários de medula óssea. Eram apenas 60 mil em 2004, quando foi lançado um projeto nacional para informar e sensibilizar a população sobre a doação. Hoje, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é o terceiro maior banco de dados do gênero do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Alemanha.
O trabalho foi resultado de uma parceria entre o Inca, responsável pelo gerenciamento do Redome, hemocentros, laboratórios de imunogenética, ongs, instituições públicas e privadas e sociedade em geral. O primeiro passo foi mobilizar os diversos profissionais envolvidos na captação de doadores. Campanhas de doação de medula óssea foram feitas em diversos municípios brasileiros e todo esse esforço fez com que a meta prevista no Programa Mais Saúde, do Ministério da Saúde, fosse alcançada três anos antes da data prevista.
Apesar do número crescente de doadores voluntários cadastrados, a quantidade ainda é insuficiente para atender à demanda de pacientes. O principal motivo é a baixa probabilidade de encontrar um doador compatível dentro do Brasil: um em cem mil. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea, basta procurar um hemocentro.

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