Criada em 2005, a Escola Municipal de Dança em Cadeira de Rodas de Santos é a primeira do país a garantir que cadeirantes possam, gratuitamente, ter acesso à dança. E eles retribuem esta iniciativa com o que têm de mais precioso: o talento. São 17 cadeirantes, que se reúnem todas as semanas no Teatro Municipal para aprender e ensaiar novos passos de rumba, samba e tango, entre outros ritmos. São movimentos que exigem concentração, equilíbrio, controle da respiração, postura e muita força de vontade.
Nesta prova de superação, os cadeirantes têm como aliados os andantes. Nove bailarinos fazem parte do grupo e, segundo o mais novo deles, Luan, de apenas 13 anos, dançar com um cadeirante é muito gratificante. “Nós nos comunicamos com o olhar e cada um sabe o papel que tem que desempenhar no palco”.
Para o professor Alexandre Siqueira, “as pessoas têm que entender que, embora, os cadeirantes tenham algumas limitações físicas, são pessoas completas, e despertar todas estas potencialidades é o primeiro passo para ser um bailarino”. Por isso, as aulas trabalham todo um lado pessoal, de conhecimento do próprio corpo, da exploração da capacidade de cada um.
A iniciativa tem dado muito certo. O grupo, que já se apresentou em diversas partes do país, participa neste sábado (10), às 20h, no Teatro Coliseu, da Mostra Artística Nacional. A entrada é gratuita.
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