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Santa Catarina on line
JR Fidalgo (27/11/2008) |
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Como vem se tornando comum nos últimos tempos, a internet tornou-se um veículo essencial de comunicação quando da ocorrência de tragédias de grande vulto, como a que aconteceu agora com as chuvas em Santa Catarina. Exemplo disso é o blog "Emergência Santa Catarina", do portal RBS, com conteúdo postado pelos internautas a respeito das enchentes.
Também no Orkut, Youtube, Flickr e no Twitter é cada vez maior a quantidade de vídeos e informações sobre o desastre. Essa rede informal de notícias e relatos vem desempenhando papel importante na agilização da prestação de socorro e contribuindo de forma decisiva para que as vítimas da tragédia se sintam de alguma forma menos isoladas em seus dramas particulares. Outro aspecto é que essa atuação voluntária e independente dos internautas vem dando de dez a zero no pretenso profissionalismo dos grandes portais de notícias.
Infelizmente,ao contrário do que aconteceu em situações parecidas em outros países, ainda estamos engatinhando no sentido de construir um sistema on line que agrege todas essas informações dispersas e torne mais rápida a comunicação entre as pessoas vitimizadas e as alternativas de socorro, incluindo-se aí as opções de contato via celular. Leia mais sobre este último tópico no Tiago Dória Weblog.
Abaixo um dos vídeos postados no Youtube, documentando o momento exato de um desbarrancamento.
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Direto da tomada
JR Fidalgo (22/11/2008) |
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O assunto já foi abordado aqui meses atrás, mas agora a coisa já tem prazo para acontecer. Trata-se da conexão de internet via rede elétrica, que, se tudo correr dentro do previsto, será disponibilizada no país já a partir de 2009, segundo a previsão da Anatel.
Além do fato de disponibilizar conexão à rede para praticamente todo o Brasil (95% dos domicílios do território nacional possuem energia elétrica), a inovação também promete incrementar a velocidade de upload e download, como desmonstraram os testes até agora realizados. Mas o pulo do gato mesmo é o baixo custo do acesso via tomada, que, conforme as previsões, será bem menor do que os serviços a cabo e 3G.
A conexão através da rede elétrica é chamada de BPL ((Broadband Powerline) e quem está desenvolvendo a estrutura de geração é a AES Eletropaulo Telecom. Ainda há dúvidas sobre quem vai disponbilizar o serviço para o consumidor final, ou seja, nós.
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O fim da guerra do Iraque
JR Fidalgo (14/11/2008) |
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Na terça-feira, dia 11, uma edição do NY Times começou a circular nas ruas de Nova York com a manchete "A Guerra do Iraque" acabou. Só quando o leitor pegava o jornal nas mãos e olhava com mais atenção é que percebia que a edição estava datada de 4 de julho de 2009 e que, na verdade, se tratava de uma publicação pirata, imitando com fidelidade o tradicional jornal original.
Os responsáveis pela pegadinha foram os membros do The Yes Men, grupo de ativistas pacifistas e anticonsumistas, que acaba agora de colocar a edição pirata em versão digital na rede. A ação lembra a perpetrada por John Lennon e Yoko Ono, no início dos 70, quando eles alugaram um painel luminoso imenso em Times Square, que piscava intermitantemente os dizeres "The War Is Over". No caso, a guerra era a do Vietnã.
Já o grupo The Yes Men ganhou destaque mundial, pela primeira vez em 2004, quando um de seus membros, disfarçado de alto executivo da Down Chemical, deu uma entrevista no principal noticiário da emissora, assumindo a total responsabilidade da empresa pelo destastre ambiental ocorrido em Bhopal, Índia, e prometendo uma indenização bilionária às vítimas.
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A vitória de Barack na rede
JR Fidalgo (05/11/2008) |
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Antes mesmo de fazer o seu primeiro discurso como vitorioso nas eleições presidenciais norte-americanas, para milhares de simpatizantes reunidos no Grant Park, em Chicago, o presidente democrata eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, encaminhou uma mensagem, via e-mail, a todos os internautas que, no mundo inteiro, se inscreveram em seu site, agradecendo o apoio através da rede, que, segundo ele, desempenhou papel fundamental para sua vitória.
A atitude de Obama não foi gratuita. Nunca, em nenhum lugar do planeta, um político valeu-se tanto da internet, não só para criar uma inédita e até mesmo multinacional linha alternativa de contribuições financeiras para a campanha, mas também angarir simpatizantes e, principalmente, rebater toda e qualquer crítica feita pela campanha de seu oponente republicano, John McCain.
Obama e sua assessoria direta formaram uma verdadeira "rede dentro da rede", apostando todas as fichas no poder de persuasão, informação e contra-infornação da internet. Nesse sentido, foi lançado até mesmo um site paralelo o Fight the Smears (Combatendo a Calúnia), onde a campanha de Obama procurava neutralizar as inúmeras tentativas de demonização feitas contra o candidato democrata negro. Abaixo, o texto do e-mail enviado por Obama aos internautas, através de seu site.
Amigo (a)
Estou prestes a rumar ao Grant Park para conversar com todos que estão reunidos lá. Mas eu queria, primeiro, escrever para você, porque você fez história. E eu não quero que você esqueça de como você fez isso.
Você fez história todos os dias durante a campanha - a cada dia em que você bateu nas portas, fez uma doação ou falou com sua família, seus amigos e vizinhos a respeito do porque você acreditava que era tempo de mudar.
Eu quero agradecer a cada um de vocês que deram seu tempo, seu talento e sua paixão a esta campanha.
Nós temos muito trabalho pela frente, para colocar este país de volta nos trilhos. E eu estarei entrando em contato muito em breve sobre o que vamos fazer.
Mas eu quero ser bastante claro sobre uma coisa: tudo isto aconteceu por causa de você.
Portanto, muito obrigado.
Barack
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