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Cotidiano/Saúde | 14/05/2016

Cigarro e excesso de álcool podem causar câncer de cabeça e pescoço

O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo, entre outros

Cigarro e excesso de álcool são considerados os principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço, segundo o oncologista Andrey Soares, do Centro Paulista de Oncologia (CPO). O Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê para este ano 15.490 novos casos de câncer na cavidade oral e 7.350 na laringe.
 
 "Só o tabagismo aumenta o risco em 15 vezes se comparado a um indivíduo não fumante. O consumo excessivo de álcool aumenta em cinco vezes a chance do desenvolvimento deste tipo de câncer. Quando consumidos em concomitância seus efeitos maléficos são potencializados, juntos respondem por cerca de três em cada quatro casos da doença, conforme indicativos da Associação Americana de Câncer", alerta o especialista.
 
Um fator de impacto importante para o desenvolvimento do câncer de orofaringe é o papilomavírus humano, mais conhecido como "HPV", responsável por até sete em cada 10 tumores de orofaringe. Outro vírus, como o Epstein Baar, também tem associação com o desenvolvimento do câncer de nasofaringe.

De olho nos sintomas 
Os sintomas podem incluir um nódulo ou uma ferida que não cicatriza, uma dor de garganta que não desaparece, dificuldade em engolir, uma mudança ou rouquidão na voz. Estes sinais podem também ser causados por outras condições, menos graves. Por isso a observação seguida de análise de um médico e/ou dentista em atenção aos sintomas é fundamental para o diagnóstico preciso.
 
Tratamento 
Fatores como a localização do tumor no organismo, o estágio da doença, a idade da pessoa e o quadro geral de saúde contribuem para a escolha da conduta de tratamento mais adequada e personalizada a cada paciente. As terapêuticas podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo ou uma combinação de tratamentos.
 
 

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