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Cotidiano/Comportamento | 27/06/2018

O que é Manterrupting, Mansplaining, Bropriating, Gaslighting?

BÁRBARA CAMARGO - DA REDAÇÃO
FOTO: REPRODUÇÃO

O machismo tem várias faces. A entrevista de Manuela D'Ávila no Roda Viva é apenas uma delas

A entrevista de Manuela D'Ávila, candidata à Presidência da República pelo PCdoB, ao programa Roda Viva, na segunda-feira (25), está dando o que falar nas redes sociais.

 

Movimentos feministas, de esquerda, jornalistas em geral, diversos outros setores da sociedade - e até a ex-presidente Dilma Rousseff -  se manifestaram contra truculência e o excesso de interrupções sofridos pela candidata por parte dos entrevistadores.

 

O termo Manterrupting tem sido usado para classificar essas interrupções e a postura machista dos jornalistas presentes nos estúdios da TV Cultura na ocasião. Existem outros termos criados pelo pensamento feminista para explicar e reagir a esse tipo de violência silenciosa que ocorre também dentro de casa, no trabalho, nas redes sociais, grupos de WhatsApp e, principalmente, nas relações afetivas.


Manterrupting
Quando um homem interrompe constantemente uma mulher, de maneira desnecessária, não permitindo que ela consiga concluir sua frase.


A palavra é uma junção de “man” (homem) e “interrupting” (interrupção) e, em tradução livre, quer dizer “homens que interrompem”.


Mansplaining
Quando um homem dedica seu tempo para explicar algo óbvio a uma mulher, de forma didática, como se ela não fosse capaz de entender. O termo é uma junção de “man” (homem) e “explaining” (explicar).


Bropriating
Quando um homem se apropria da mesma ideia já expressa por uma mulher, levando os créditos por ela. O termo é uma junção de “bro” (de brother, irmão, mano) e “appropriating” (apropriação).


Gaslighting
Gaslighting (derivado do termo inglês Gaslight, ‘a luz [inconstante] do candeeiro a gás’) é um dos tipos de abuso psicológico que leva a mulher a achar que enlouqueceu ou está equivocada sobre um assunto, sendo que está originalmente certa. É um jeito de fazer a mulher duvidar do seu senso de percepção, raciocínio, memórias e sanidade.


No dia a dia, algumas frases são características deste tipo de comportamento: “Você está exagerando”; “Pare de surtar”; “Não aceita nem uma brincadeira?”; “Você está louca”; entre outras. É um comportamento que afeta homens e mulheres, mas as mulheres são vítimas culturalmente mais fáceis.

 

Confira a entrevista de Manuela D'Ávila ao programa Roda Viva, da TV Cultura


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