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/ | 28/09/2019

Armário compartilhado é alternativa para quem quer mudar hábitos de consumo

MANU CARDOSO - DA REDAÇÃO

Estender ao máximo a vida útil das vestimentas é o desejo de qualquer consumidor. Uma das formas para aderir ao estilo de vida, e de quebra compartilhar as roupas, é a adaptação da moda consciente. Essa tendência refere-se às pessoas que compram roupas feitas para durar mais tempo que o usual, evitando um descarte precipitado de peça, ou até mesmo livrando-se do acúmulo no guarda-roupa. 

 

Em Santos, as consultoras de moda Karen Kabbach, Monique Chini e Ana Luiza Barbieri lançaram o Apto.265 com a proposta de oferecer um sistema de aluguel para vestidos de festas e eventos. Mais do que isso, proporcionar um armário compartilhado, com marcas de qualidade e, claro, cuidar conscientemente das peças.
 

Foto: Divulgação/Apto.265

 

“A nossa lavagem é feita em lavanderia por processos que destinam a água consumida de forma correta. A economia feita por uma pessoa que deixa de alugar um vestido é alta”. A consultora Karen Kabbach explica que, em quesitos ambientais, lavando roupas como essas em casa, se gasta em média 4 mil litros de água. “Deixar de ter um vestido no armário, para utilizar outro e ainda poder compartilhá-lo é consumo inteligente no geral”.

 

As peças que tem como finalidade ser útil por diversas pessoas, também precisam ser versáteis. “Escolhemos o modelo que ficará no nosso acervo. Ele precisa ter um tecido apropriado e uma modelagem que vista bem mais para mais de um corpo”, finaliza Karen.

 

Há pouco mais de um ano, o armário compartilhado da Blimo - Biblioteca da Moda chegou a Santos. A iniciativa é voltada para mulheres que precisam trabalhar todos os dias com look diferente ou quem não gosta de repetir o modelo. 

 

Para Bruna, o método é ideal quando se tem conscientização de como a compra excessiva pode contribuir para acúmulo ou desperdício precoce. “Nem tudo o que usamos para uma determinada ocasião queremos usar sempre. Alugando, podemos pagar uma mensalidade, e ter roupas novas sempre pela opção de rotatividade”, explica.

 


Foto: Blimo

 

O brechó também tem sido uma tendência nesse crescimento exponencial da moda consciente, além da democratização que começa nos preços que são mais acessíveis. O stylist Felipe Silva gerencia online o Brechó Chave onde oferece peças dos anos 70, 80 e 90 e sem distinção de gênero. 

 

“Mostro para as pessoas que elas podem ter estilos diferentes com peças unissex onde se sintam à vontade, pois ainda há um estigma preso as questões de gênero e eu quis ir contra isso”, explica.

 

Foto: Andrey Haag

 

As peças são garimpadas ao estilo do stylist que antes mesmo de trabalhar com moda já priorizava a ideia de reutilizar roupas. “Eu customizo peças, vendo e mostro para o público que aquilo não é algo que você precisa comprar e usar direto, mas sim reinventar e diversificar da forma que preferir” finaliza.