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Notícias/Local | 21/05/2020

Vistorias de combate à dengue eliminam larvas em Santos

Apenas na quarta-feira (20), foram eliminados 48 pontos de água acumulada

As vistorias para identificar e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti não param em Santos nem neste momento de pandemia. Apenas na quarta-feira (20), foram eliminados 48 pontos de água acumulada favoráveis à proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Em cinco situações, foram localizadas larvas.

 

O caso mais grave foi encontrado em uma casa desabitada, no bairro Macuco, alvo de denúncias à Ouvidoria Municipal. Após localizar o proprietário e agendar a visita, a equipe fez a vistoria e encontrou larvas na piscina e em um dos vasos sanitários, que estava destampado.

 

Na piscina, foram introduzidos lebistes, peixes que se alimentam de larvas e, dessa forma, auxiliam no combate ao Aedes aegypti. Nas pias e ralos, houve aplicação de sal grosso como medida preventiva. Uma nova vistoria dos agentes será realizada na casa daqui a duas semanas.

 

Em outra casa vazia, no Bom Retiro, aberta pelo proprietário após contato da Prefeitura, foi localizado um foco com larva no meio de materiais inservíveis no quintal. O criadouro foi eliminado e o proprietário orientado a limpar o local para diminuir o risco de acúmulo de água. A casa será vistoriada novamente em 15 dias.

 

O tratamento com peixes que se alimentam de larvas também foi aplicado em uma fonte desativada na Praça dos Andradas, no Centro de Santos. Em uma semana, ocorrerá nova vistoria.

 

CONTROLE PERMANENTE
Os agentes de combate de endemias passaram ainda por dois ferros-velhos, no Chico de Paula. Considerados pontos estratégicos, os locais são visitados pelo menos uma vez por mês, para controle permanente. Embora tenham sido identificados e eliminados vários locais com água acumulada, em apenas um foram encontradas larvas – reflexo da efetividade das vistorias que, quando necessário, são mais frequentes.

 

“A água geralmente se acumula em pneus, sucatas, baldes, telhas de zinco e nas calhas do estabelecimento. É um trabalho bastante minucioso, levamos a manhã inteira para concluir os dois ferros-velhos. E em algum ponto que o agente não consegue alcançar, contamos com a ajuda de máquinas do próprio ferro-velho para espalhar a água acumulada”, explica Ana Paula Favoreto, chefe de atividade técnica.

 

NAS ESCOLAS
Desde abril, os agentes de combate a endemias também percorrem as escolas municipais, em um trabalho contínuo de vistoria nos chamados imóveis especiais, que incluem os prédios próprios do Município.

 

“Para fortalecer ainda mais este trabalho, solicitamos que, neste momento de quarentena, as pessoas aproveitem para ampliar os cuidados dentro de suas casas, eliminando situações que permitam o acúmulo de água e se tornem potenciais criadouros para o mosquito Aedes aegypti”, afirma Ana Paula Valeiras, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde.

 

DOENÇAS
Neste ano, Santos teve 61 casos confirmados de dengue.  Não há registros oficiais na Cidade de chikungunya e zika em 2020. O último caso de febre amarela urbana no País ocorreu na década de 1940. 

 

Denúncias de locais que possivelmente sirvam como criadouros do mosquito Aedes aegypti devem ser encaminhadas para a Ouvidoria Municipal, via Santos Portal. 


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