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Colunistas/Vida em Dia | 30/05/2020

Coronavírus: Testes apontam as diferentes fases da doença

Jornalista

Biomédico explica a interpretação do exames que detectam o novo coronavírus.

Muita gente se confunde com os testes para a detecção da COVID-19. O biomédico Carlos Eduardo Pires de Campos, do Laboratório de Análises Clínicas Cellula Mater, explica um pouco sobre a interpretação desses exames.


Existem três tipos:
 
- Método Molecular (PCR):  feita pela avaliação da secreção nasal e orofaringe. Esse teste é realizado na fase aguda, ou seja, nos primeiros dias, e irá detectar o DNA do SARS-COV-2;

 
- Teste Rápido: Esse teste, feito pelo sangue, é realizado após o sétimo dia de sintomas e irá testar dois anticorpos IgM e IgG. É um teste que irá mostrar se o indivíduo infectado por covid-19 produziu o anticorpo IgM (ainda está com covid-19, fase aguda) ou IgG (já teve contato, infecção passada). O exame irá apenas dizer se os anticorpos estão: reagentes ou não reagentes. Fica pronto em aproximadamente uma hora, com laudo;
 
- Sorologia: Feito pelo sangue, é bastante semelhante ao teste rápido e são testados os anticorpos.  É recomendado colher depois do sétimo dia do aparecimento dos sintomas. A diferença é que o resultado é quantificado, ou seja, mostra em referência numérica quanto o indíviduo produziu de anticorpos. (Veja a tabela para a melhor interpretação).


O biomédico Carlos Eduardo ressalta que, apesar do mundo estar com os olhos voltados para o coronavírus, as outras doenças não deixaram de existir. "Fazemos mais de 50 exames, entre eles ácido úricos, colesterol, funções renais e hepáticas, dengue e H1N1, com resultados prontos em apenas uma hora”. Não deixe a sua saúde de lado!

 


Vitamina D protege sua saúde

Além do estresse provocado pelo isolamento social, quem cumpre a quarentena à risca acaba ficando sem se expor ao sol e, consequentemente tem as taxas de vitamina D diminuídas, o que aumenta o risco de infecções sistêmicas. A afirmação é do nutricionista Leone Gonçalves, de São Paulo, que ressalta que o sintoma mais grave desta deficiência são as complicações respiratórias. 


Leone, que trabalha com nutrição clínica e funcional, explica que a vitamina D pode ser obtida por meio da exposição regular ao sol e pela alimentação e suplementação. “O jornal italiano La Reppublica publicou, neste momento de pandemia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Turim, no norte da Itália, em que a maior parte dos pacientes graves infectados pelo novo coronavírus estavam com deficiência de vitamina D (hipovitaminose D)”. 


O nutricionista vai mais adiante e diz que a suplementação pode melhorar a resposta imune e proteger contra infecções de maneira geral. Mas é preciso testar os níveis de vitamina D no sangue. “A concentração acima de 38 ng/dl reduz pela metade o risco de infecções agudas do trato respiratório”. 


Pesquisa publicada em 2014 mostrou que a suplementação de vitamina D diminui a mortalidade em idosos, por exemplo, diz o nutricionista, que acrescenta: “É importante reforçar que não existe nenhum estudo científico que aponte que a suplementação de vitamina D previne ou contribui no tratamento da Covid-19. No entanto, entendemos que estamos no caminho certo para aumentar a resposta imune. É importante que as pessoas tomem, pelo menos, 20 minutos de sol diariamente com o corpo inteiro exposto sem proteção solar. Se isso não for possível, procure um nutricionista ou médico para saber se você precisa de suplementação.”


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