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Colunistas/Clara Monforte | 30/05/2020

Indique um livro para uma boa distração

Clara Monforte é advogada e colunista social, autora dos livros "Claríssima" e "Almanaque social"

 Enquanto aguardamos o final desta fase difícil, mas passageira.

LISANDRA MENDES

“PAIXÃO ÍNDIA - A VERDADEIRA HISTÓRIA DA PRINCESA DE KAPURTHALA”. (Javier Moro).
Uma leitura que fala de amor, de sonhos realizados, de conquistas pessoais, de obstáculos vencidos, entre um rico marajá indiano e uma jovem dançarina espanhola humilde. O casamento provocou um inevitável choque cultural e, apesar de cercada de luxo e conforto, a jovem vivia na mais completa solidão. O livro é muito bem escrito, os detalhes que descrevem a Índia e seus costumes fazem a gente se sentir no próprio tempo e espaço retratados.

 

CARLOS EDUARDO CAMPOS

“O TATUADOR DE AUSCHWITZ” - (Heather Morris)
Um incrível romance histórico, baseado em fatos de um amor que os cruéis muros de Auschwitz não foram capazes de impedir. Um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista. 


O leitor verá o amor entre dois judeus eslovacos, que se conheceram num campo de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial. Eles se permitiram viver um amor proibido, mesmo sabendo que a morte era iminente.

 

VERIDIANA DE SÁ FERREIRA

“O hábito de leitura vem de família e desde pequena tenho adoração por livros. Mas quando passei a ler Sidney Sheldon me rendi de vez ao thriller policial. Com tempo de sobra nessa quarentena já foram 5 livros, sendo 3 do autor Harlan Coben (da série “Não fale com estranhos” da Netflix). 

 

“APENAS UM OLHAR” (Harlen Colen) - foi o meu favorito e traz uma trama de suspense muito bem construída, cujo ponto de partida é uma foto muita antiga de 5 pessoas desconhecidas, achada sem qualquer explicação dentro de um envelope de fotos recém reveladas. Em razão dessa fotografia,desaparecimentos e assassinatos passam a ocorrer. Todos os personagens são ligados de alguma forma pelo passado, seguindo, no entanto, histórias paralelas, as quais se cruzam bem ao final do livro, trazendo um desfecho incapaz de ser imaginado pelo leitor. Já estou escolhendo o próximo...”
 

HEITOR DUARTE

“ADMIRÁVEL MUNDO NOVO” (Aldous Huxley) - obra curta, porém densa, publicada em 1931. Huxley descreve com maestria uma sociedade futurista distópica onde o individualismo, monogamia e parentesco estão à beira da extinção. Tal sociedade é dividida em castas e cada cidadão é geneticamente desenvolvido para aceitar e gostar da função que lhe foi designada pelo estado. 


O grande diferencial da obra literária é o fato de que não se sabe ao certo onde se revela o ponto negativo desse admirável novo mundo, pois todos aparentam estar satisfeitos com suas vidas. 


EWALDO BOLÍVAR DE SOUZA PINTO

Minha Dica de livro é “A LEI DO TRIUNFO” escrito por Napoleon Hill, no início do século passado.
Hill estudou durante cerca de 20 anos a vida empresarial e pessoal das personalidades mais brilhantes de sua época e de épocas passadas, dentre elas: Thomas Edison, Graham Bell, Henry Ford, Roosevelt, George Eastman e Rockfeller. Após o trabalho realizado, Hill definiu 16 leis que as pessoas de grande sucesso seguiam, conscientemente ou não.
 


Meu trecho preferido
Uma frase da qual gosto muito do livro, identificada na lição sobre Imaginação:
A vida humana pode ser comparada a um grande caleidoscópio diante do qual as cenas, os fatos e as substâncias materiais estão sempre mudando e se transformando, e tudo o que podemos fazer é tomar esses fatos e substâncias e dispô-los em novas combinações.

 
Embora seja antigo – com primeira edição no ano de 1930 – todas as leis continuam válidas, algumas até mais hoje em dia do que no século passado.


PACIÊNCIA E CALMA

Dizem: “ o que mais ensinamos é o que mais precisamos aprender.” Ouvi de alguém esta frase e não me lembro de quem, mas nesta fase que estamos vivendo, relembrei, refleti e concordei. Confesso que não sou a pessoa mais indicada para falar sobre calma e paciência. No entanto, a todos os reclames que ouço, recomendo esses estados de espírito. Se essa pandemia, esse terrível isolamento vieram para o aperfeiçoamento da humanidade ... e vieram ... a hora é para refletirmos, corrigirmos e mudarmos. Vamos cuidar de nós mesmos! Por exemplo: não vamos acelerar as coisas, porque o melhor ainda está por vir. Se partirmos daí, já é um bom começo. Dias difíceis também chegam ao final. Que não nos falte a força para lutar e a fé para acreditar. O aprendizado é uma arte que se desenha, se admira e se conclui admirando a beleza. A paciência não é carregar e aguentar até não poder mais e explodir. A paciência também é uma arte, de se liberar de cargas emocionais dispensáveis para manter o estado de paz. Calma é um exercício diário para estar sempre bem consigo mesmo. Com ambas, repentinamente acontece o de melhor!


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13.04.2018

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