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Colunistas/Mundo Pet | 03/06/2020

Após nove anos vivendo no canil de Guarujá, cadela encontra um lar

É repórter do Jornal da Orla e "mãe" de dois cães, a Lola e o Paluza

Batizada de Pê pela nova dona, foi levada para a família adotante, em São Paulo.

Em Guarujá, a cadelinha Peppa encontrou um lar, após nove anos morando no Canil Municipal. Sendo o animal mais antigo da unidade, a cachorra ganhou a chance de passar os seus últimos anos ao lado de uma família. A Diretoria de Proteção e Bem Estar Animal do Município providenciou a ida de Peppa, que agora se chama Pê, para São Paulo, onde reside a nova tutora.

 

A busca por um adotante contou com o apoio da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos (Codevida) e da Ong Viva Bicho, que colaboraram na divulgação da história da cachorrinha nas redes sociais. Através de uma das diversas postagens que foram publicadas, a juíza federal Alcina Beres se encantou pelo relato que descrevia os anos em que a cadela passou esperando uma chance de ser adotada.

 

A juíza comenta que quando viu a história da cachorra na internet, sabia que precisava adotá-la. “O destino colocou a publicação certa na hora certa. Todos os meus animais foram acolhidos com idade avançada ou vítimas de maus tratos. Espero fazer com que ela seja feliz até os seus últimos dias em nossa casa”, disse a juíza.

 

Além da nova moradora da casa, Alcina tem outros 10 cachorros. Um deles é o Orelha, que estava abandonado na Barreira do João Guarda, também em Guarujá. “Todos são carinhosos e se deram bem com a nova integrante. Ela é linda, vai aproveitar muito o espaço e a nossa família”, concluiu.

 

Segundo a coordenadora da Diretoria de Proteção e Bem Estar Animal, é gratificante ver que a cachorrinha encontrou um lar. “A luz da Peppa brilhou. Nós esperamos muito por este dia. Todos se emocionaram na despedida, e esse capítulo feliz na história dela faz o nosso trabalho valer a pena”, enfatizou.

 

História

Peppa foi deixada no Canil Municipal há nove anos e, com o passar do tempo, viu diversos animais chegando e saindo. Já sem perspectivas de ser adotada, esboçava pouca expressão e um olhar triste, sem vontade de sair de sua própria baia para passear.

 

Um funcionário do Canil, que trabalha há mais de 30 anos no local, acompanhou toda a trajetória da cachorrinha. “É muito triste ver um bichinho tão querido não ter a chance de saber o que é uma família. A Peppa sempre foi dócil, amorosa e quietinha. Acompanhei e cuidei dela durante todos esses anos e é maravilhoso saber que ela vai ter a família que sempre mereceu”, comemora.


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