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Colunistas/Blog do Carpentieri | 08/06/2020

Perdemos o sorriso doce do Mesquitinha

Diretor de Redação do Jornal da Orla

Ele tinha a magia de tirar a tristeza do coração da pessoas.

Começo a segunda com mais um soco no estômago.

 

Morreu o Alcides Mesquitinha, o Mesquitinha.

 

Um baita cara legal, uma vida inteira dedicada à Cultura, a incentivar e promover talentos da Baixada Santista.

 

Mesquitinha carregava consigo a arte de ser feliz, o sorriso fácil, a alegria de viver.

 

Dava gosto encontrar com o Mesquitinha.

 

Ele tinha a magia de tirar a tristeza do coração das pessoas.

 

Esse é um dom que Deus concede a poucas pessoas, talvez apenas a seus filhos prediletos.

 

Tenho certeza de que Mesquitinha era um dos escolhidos.

 

Mesquitinha era um cara leal, amigo de verdade.

 

Um homem de caráter - coisa rara em tempos de conflitos e de desamor.

 

Não sei o que está acontecendo com o Mundo.

 

Em pelo século 21 as pessoas ainda brigam e matam pela cor da pele, por intolerância sexual, por dinheiro, e até mesmo por discordância política.

 

Chamam isso de civilização.

 

Será?

 

Por ser um dos escolhidos do Pai, Mesquitinha passava ao largo dessas maluquices humanas.

 

A partida precoce de Mesquitinha enche de tristeza o coração de todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com seu sorriso fácil, doce, de conhecer sua eterna alma de criança.

 

É um tapa.

 

Mas se Deus confere a cada filho uma missão nesta vida, fica a certeza de Mesquitinha cumpriu a sua em toda a plenitude.

 

Fica a saudade de teu sorriso.

 

 De sua eterna generosidade.


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