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Colunistas/Vida em Dia | 20/06/2020

Pele firme com colágeno!

Jornalista

Ele virou o queridinho entre as dermatos e nutricionistas funcionais.

Quem não quer uma forcinha na conquista de um corpo firme e forte? Responsável pela sustentação da pele, o colágeno virou o queridinho entre as dermatos e nutricionistas funcionais e vem mostrando resultados que vão muito além do combate à flacidez. Evidências apontam que o nutriente também aumenta a resistência e a vitalidade dos cabelos e das unhas, além de proteger e regenerar ossos e articulações. E mais: ajuda a emagrecer, já que prolonga a sensação de saciedade. “Por ser uma proteína, ele contribui para a demora do esvaziamento gástrico”, ressalta a nutricionista paulistana Sheila Naressi Mustafá, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional.


Naturalmente produzido pelo organismo, o colágeno é uma proteína que contém aminoácidos essenciais ao bom funcionamento do corpo. No entanto, a partir dos 30 anos, a produção dessa substância cai, mesmo com um cardápio balanceado, e ocorre perda anual de 1%. Já a partir dos 50 anos, essa auto-fabricação despenca e a suplementação é essencial para a elasticidade e regeneração da pele, cartilagens e ossos. A mulher perde cerca de 30% do colágeno nos primeiros cinco anos da menopausa e, a partir daí, o déficit é de 2.1% ao ano. Mas é a partir de uma avaliação clínica que se faz a suplementação. Pele envelhecida, desidratada e flácida são as principais indicações.


Açúcar é vilão!
Considerado alimento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o colágeno é uma proteína extraída dos ossos e da cartilagem do boi, que passa pelo processo de hidrólise (quebra das moléculas) para ser mais facilmente absorvida pelo organismo. Conforme a dermatologista Fabiana Addario, a deficiência dele causa flacidez e desidratação da pele, o que pode resultar também no aparecimento de estrias. Estudos recentes mostram que a deficiência do nutriente ainda está associada à redução da espessura e elasticidade do fio de cabelo e das unhas.


Responsável por 30% da proteína do corpo humano, o colágeno tem seu desempenho enfraquecido principalmente pelo consumo excessivo de açúcar e pela ação do tempo, ou seja, com o envelhecimento. Os doces são vilões porque provocam o enfraquecimento do colágeno na pele. Fatores como estresse, poluição e exposição prolongada ao sol também desencadeiam um processo de oxidação nas células. Os raios ultravioleta destroem o colágeno da pele, tornando-a envelhecida e flácida”.

 

Cardápio ajuda
O ideal é o consumo de 8 a 10 gramas de colágeno hidrolisado por dia. Caprichar na alimentação também ajuda na absorção do nutriente. Proteínas animais (carnes vermelhas, frango, peixes e ovos/clara do ovo), vitaminas A, C e E (cenoura, pepino, laranja, limão acerola, caju, kiwi , morango, goiaba...) e minerais como selênio e zinco (nozes, avelãs, amêndoas e castanha-do-pará) são as principais fontes para a produção de colágeno. Já a gelatina, de acordo com a dermatologista Fabiana Addario, tem apenas 10% da proteína, o que não é suficiente para que os resultados apareçam.
 

Pequena notável


Considerada melhor amêndoa da natureza, a castanha de caju é rica em fibras, minerais (magnésio, ferro, potássio, selênio, cobre e zinco) e vitaminas (A, D, K, PP, E). Deliciosa e perfeita para comer no lanchinho da tarde ou mesmo no happy hour, a castanha de caju ainda auxilia na redução do colesterol ruim, no tratamento de doenças renais e diabetes, além de fortalecer ossos, músculos e melhorar as doenças de pele relacionadas a falta de colágeno. Segundo a nutricionista Tatiana Pimentel, o poderoso alimento crocante também ajuda a reduzir o cansaço e auxilia na concentração. Mas atenção! Coma, no máximo, 10 gramas, cerca de cinco castanhas por dia. Mais do que isso, ela pode fazer mal pela presença de urushiol, uma toxina que pode causar alergias de pele. Essa substância também faz com que a castanha de caju tenha que ser consumida bem torrada e jamais crua, o que pode ser fatal.


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