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Colunistas/Clara Monforte | 27/06/2020

Antes mesmo da pandemia, eles mudaram e contam suas histórias

Clara Monforte é advogada e colunista social, autora dos livros "Claríssima" e "Almanaque social"

Fotos: Arquivos Pessoais

O ano está passando rápido! Quantas vezes, nesse período, vocês tiveram vontade de mudar o rumo de suas vidas?

Quantos meses? Dois? Três? O ano está passando rápido demais! Essa fase de recolhimento nos faz pensar, para encontrarmos soluções. Quantas vezes, nesse período, vocês tiveram vontade de mudar o rumo de suas vidas?

 

Antes mesmo da pandemia, eles mudaram e contam as suas histórias:


SILVANA BARROS

E se passaram vinte anos como bancária, e o sonho de empreender sempre batia forte. A vida naquele momento estava estabilizada, bom salário, havia passado por quatro instituições bancárias e atingido o cargo de gerente geral. Mas sempre atenta, em busca de uma ideia, uma alternativa, focada no objetivo. Até que chegou o momento, surgiu a ideia, foi viabilizada, e assim surgiu o primeiro escritório virtual da Baixada Santista, o Smart Center. Para muitos uma grande loucura, mas eu estava segura da minha decisão. Em qualquer mudança de vida, seja qual for, sabemos o que estamos perdendo e nunca o que estaremos ganhando, mas posso afirmar que com o pé no chão, sem fazermos loucura, devemos sempre correr atrás dos nossos sonhos e mudar a vida. Recentemente, passei por outra mudança, e continuo afirmando: quando optamos pela mudança ela é sempre para melhor. Então, planeje seus objetivos e vá em frente! Mude sempre!

 

CACÁ BASKERVILLE

Tive contato com a música desde pequeno, porque tinha um piano onde minha tia, mãe e vó tocavam. E eu lembro que aquilo sempre me fascinava. Fui crescendo e comecei a pedir para elas me ensinarem a tocar e depois gostava de sentar na frente do piano e tentar tirar as melodias das músicas que eu gostava.


Aos 15 anos comecei a fazer aulas particulares de violão e desde então comecei a tocar nas festas em casa e com os amigos. Mas nunca tinha pensado na música como profissão, tanto que no colegial decidi que faria engenharia, pois sempre gostei e tinha facilidade em exatas. E realmente me formei em Engenharia Mecânica de Produção na FEI, mas logo após me formar e começar a trabalhar numa multinacional alemã (Mahle Metal Leve) montei minha primeira banda e comecei a me apresentar na noite e em festivais.


Ali a emoção falou mais alto. E a vontade e prazer em viver a música ficou muito maior do que a estabilidade profissional como engenheiro. Então, depois de dois anos me dividindo entre o mundo corporativo e a música... vocês conhecem a história! Viva a música!

 

 GUSTAVO GOTFRYD
 
Minha vida acadêmica começou cedo, como alguns jovens aos 17 anos. Naquela época, eu não sabia ao certo qual seria a minha profissão. Sabia somente que tinha que ser algo ligado a automóveis, uma paixão desde criança.Mas como eu faria para começar minha vida profissional em um ramo que não existe formação acadêmica, era o desafio.


Então optei por fazer duas faculdades simultâneas. As que no meu entendimento mais se encaixavam neste ramo para que eu pudesse começar minha vida ¨empresarial¨ com uma boa base teórica. Comecei Direito na Unimes e Administração na Unisantos, em 1993. Mal acabou o primeiro ano letivo e eu já tinha uma loja de automóveis, o que dificultou que eu continuasse com o curso matutino, de administração de empresas.


Acabei a Faculdade de Direito, prestei exame da Ordem dos Advogados e pensei: Acho que não nasci para ser advogado mesmo, acredito que não seria tão feliz quanto sou vendendo automóveis, há 28 anos.


GRAZIELA MONFORTE

Meu sonho de criança era ser juíza. Cursei Direito e estagiei com dois ótimos Juízes no Fórum de Santos, que acreditaram em mim.


O tempo passou e percebi que a carreira era muito protocolar, além de me desanimar com a morosidade da Justiça. Passei a advogar e cuidar do escritório dos meus pais, uma experiência única, que me fez perceber o quanto eu amava administrar uma empresa, herança do meu querido avô materno. Eu era advogada e cliente da Shape, quando soube que seria vendida. Nesse momento, senti que mudaria o rumo da minha vida! E lá se vão 19 anos, que me dedico com muita ética à beleza e ao bem estar. Sinto o mesmo entuasiamo do 1° dia!!! Abracei a Shape com amor, ao lado da minha sensacional equipe!


Não foi fácil, mas valeu a pena; sigo a intuição e sei que essa é minha verdadeira missão! Sempre é hora de reavaliarmos nossos caminhos e numa época como a que estamos vivendo, vale a pena refletirmos e talvez mudarmos o rumo...nada mais incrível do que encontrarmos um propósito de vida profissional!

 

JOÃO BERNARDO SIMÕES

Devemos dar oportunidade para o novo, quantas oportunidades passam pela nossa frente o tempo todo... Me formei em Administração de Empresas, fiz pós graduação em RH e cursei o primeiro ano de Comunicação Social. Meu sonho era arquitetura, na época uma faculdade cara, muito concorrida, período diurno e eu não tinha condição de fazer; trabalhei em grandes empresas na área de RH, me desencantei com o sistema, resolvi empreender e colocar em prática minhas habilidades manuais (rs), comprei um salão de beleza, trabalhei por dez anos como cabeleireiro e proprietário de salão. Aos 35 anos fui convidado para fazer uma coluna em um jornal semanal e em seguida em outras mídias impressas. Paralelamente, veio o convite para levar esse trabalho para a TV regional e nasceu o Programa JB, que está no ar até hoje, há 23 anos. Tudo o que fiz e faço é com paixão e continuo aberto para o novo...

 

AMOR PRÓPRIO

O que vem a ser amar a si mesmo? Não sei se existem regras, mas sei o quanto é saudável nos amarmos; amarmos a nossa companhia e respeitarmos os nossos objetivos. Penso que reconhecermos os nossos sentimentos nos traz vontade de vivermos mais intensamente, aproveitando cada minuto as situações que nos são proporcionadas. Vivermos de acordo com nossos valores, sem nos preocuparmos com o que os outros pensam nos faz livres. Acho que se amar é tirar um tempo para nós mesmos, diariamente. Seja para conversarmos com alguém interessante, que nos acrescente, que nos provoque sorrisos e que fale sobre ideias construtivas, fugindo daqueles que só reclamam. Vale a pena, também, investirmos no autoconhecimento. A partir do momento que nos conhecemos melhor, aprendemos a não nos cobrarmos, nem nos julgarmos ... tudo flui mais leve e melhor. Enfim, termos amor próprio é o único caminho para amarmos aos outros. O melhor relacionamento é termos um caso de amor com a vida.


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