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Colunistas/Vida em Dia | 11/07/2020

Evite a infecção urinária

Jornalista

Sintomas são desconforto no abdômen, dor ao urinar, frequência urinária aumentada.

Enquanto não existe tratamento 100% eficaz ou vacina comprovada contra a covid-19, a atenção à saúde de maneira geral deve ser redobrada e os exames preventivos precisam ser feitos. “As doenças continuam e os pacientes devem procurar o médico não só quando tiverem algum sintoma, mas também para fazer a manutenção da saúde”, alerta o urologista Maurício Bestane.


Com a mudança de hábitos, muita gente alterou toda a rotina alimentar e deixou de se hidratar corretamente. “A falta de água faz com que a quantidade de micções diminua e a urina fique mais concentrada. O líquido parado na bexiga facilita o aparecimento de infecções”, ressalta o urologista. 


Mais comum nas mulheres, a infecção urinária pode atingir todas as partes do trato urinário, desde a bexiga,  uretra, ureteres e rins. “É mais comum que o problema se instale na bexiga, justamente porque a forma de contágio da infecção é por meio da uretra. Existe uma contaminação genital dessa região, que segue até a bexiga e provoca os sintomas”, diz o médico. Segundo Maurício Bestane, a bactéria mais comum que provoca infecção urinária é a Escherichia coly ou E. coli, responsável por 85% dos casos.


Os sintomas dependem do local afetado. Geralmente há desconforto na parte baixa do abdômen, dor ao urinar e frequência urinária aumentada. No entanto, a infecção pode não gerar incômodo e se apresentar apenas com um cheiro forte na urina. “O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e de exames laboratoriais”.


O tratamento é feito com antibióticos que agem especificamente no trato urinário, mas varia de acordo com o tipo de infecção. As mais comuns são cistite (na bexiga) e pielonefrite (nos rins). 


Previna-se!
A prevenção é feita principalmente com a ingestão frequente de água. “Um paciente bem hidratado, que tem micções frequentes e apresenta a urina clarinha, pouco concentrada, tem chance menor de contrair infecção. O hábito de urinar com frequência, sempre que perceber a bexiga cheia, é uma forma mecânica de  expulsar a bactéria do organismo. Manter o controle do hábito intestinal também evita infecções, assim como a boa higiene local”.


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