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Colunistas/Vida em Dia | 18/07/2020

Pandemia: Todo cuidado é pouco nas academias

Jornalista

Estes locais são considerados um dos espaços de maior risco de transmissão.

Dentro das regras estabelecidas, a região desde a última quinta-feira está retomando, aos poucos, com a abertura de alguns estabelecimentos, entre eles: restaurantes, bares, salões de beleza e academias.


As academias são consideradas um dos espaços de maior risco relativo de transmissão. “Com exceção das que são bem amplas, ventiladas e que conseguem ter um esquema muito bem afinado com as orientações das autoridades sanitárias, eu vejo isso com extrema preocupação”, ressalta o médico infectologista Ricardo Leite Hayden.


Conforme o especialista, a grande preocupação é com o distanciamento e com os espaços das academias, que não foram feitos para funcionar no meio de uma pandemia. “Toda vez que você intensifica o ritmo respiratório e for portador de um vírus, mesmo que esteja assintomático, o bafejar aumenta a eliminação desse micro-organismo. Mesmo que as duas pessoas estejam de máscara existe 2% de chance de transmissão”, afirma o médico, que vai mais adiante: “Não pode ter aglomeração. É preciso observar os limites da liberação. Caso contrário, o bicho vai pegar literalmente”.

 

A cada mudança de aparelho também é preciso ter alguém fazendo a desinfecção. “Acho que esse será o ramo mais difícil de se equacionar”, ressalta Hayden. “Os ambientes de academia não foram feitos para uma época de covid, um vírus que circula no meio-ambiente. Ele é mais leve que o ar e é capaz de permanecer em suspensão por muito tempo”.


O infectologista ainda explica que o ar-condicionado facilita que o vírus fique no ar por mais tempo. “A academia é um espaço em que as pessoas acabam se aproximando e a máscara precisa ser muito eficiente para que proteja de forma eficaz, o que dificulta a prática de exercícios, já que ela filtra ao mesmo tempo que constrange a respiração. Não sou contra a reabertura das academias, mas acho que será difícil a operalização. E não consigo ter certeza de que as pessoas vão respeitar os protocolos. Caso eles sejam cumpridos integralmente, aí, sim, pode ser cabível”.

 

Cuidados fundamentais

Marcos Bermudez, um dos proprietários da Aggon Academia, garante que estão obedecendo todo o protocolo de segurança. “A começar pela entrada, onde os alunos obrigatoriamente passam por um tapete higiênico para limpar os pés, além do controle de temperatura e disponibilização de álcool gel, álcool líquido e papel toalha’.


Os vestiários estão com duchas e bancos interditados e as únicas modalidades permitidas na Aggon são a prática de musculação e cardiofitness. “Com capacidade de 30 % de alunos, a academia está funcionando em horário restrito, entre 6h e 8h  da manhã e das 17h às 21h. “Já as esteiras e bicicletas estão disponíveis com 50% da capacidade, respeitando a distância de dois metros por pessoa. Todos (alunos e professores) obrigatoriamente usam máscaras e o espaço contará com uma pessoa dedicada à higienização dos aparelhos e acessórios após o uso”.


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