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Colunistas/Clara Monforte | 01/08/2020

Todos merecem carinho!

Clara Monforte é advogada e colunista social, autora dos livros "Claríssima" e "Almanaque social"

Foto: Sarah Richter from Pixabay

Pets são fiéis, companheiros e só querem dar e receber amor.

O prolongado isolamento gerou expressivo aumentou na busca pelos animais domésticos, inclusive as ONG’s também foram mais procuradas para a adoção desses bichinhos. Todos merecem carinho! São amigos fiéis, companheiros e só querem dar e receber amor.


Aqui, médicos-veterinários falam sobre as reações que cães e gatos têm no período de recolhimento dos humanos.

 

MARCELA GOMES RODRIGUES 

A pandemia mudou muito a rotina das pessoas e também dos animais de estimação. Os cachorros tiveram seus passeios encurtados ou cancelados.


Ficar muito tempo em casa pode desencadear ansiedade e os animais ficarem mais agitados. Eles sentem o estado de espírito dos seus donos, sendo muitas vezes reflexos das atitudes dos humanos, prejudicando o convívio. 


Algumas dicas podem minimizar o sofrimento dos animais: oferecer uma alimentação saudável, respeitar os horários de passeios e manter o local de suas necessidades higienizados com frequência são importantes. Os latidos e miados podem ser mais frequentes, mas é importante manter a calma, afinal, muitos não estavam acostumados com seus tutores 24h em casa. Para isso, tem que ter paciência, eles podem estar querendo chamar atenção; não grite com eles, a melhor solução é acalmá-los e distraí-los, utilizando os brinquedos e recursos que tenham em casa. Muito importante, depois dos passeios, é sempre higienizar as patas com água e sabão. 


Em caso de dúvida, consulte sempre um veterinário de sua confiança.

 


EDUARDO FILETTI
 
 Em meio a exclusão causada pela Covid-19 surgiram muitas dúvidas sobre a saúde física e mental dos pets e como os tutores deveriam agir. É preciso deixar bem claro que o Coronavírus existe, há anos, nos cães e gatos. Porém, não é contagioso para os humanos...é só entre eles, através das fezes.


As mudanças na vida alteraram a rotina dos lares. Pets que passeavam, ficaram em casa, saíram por períodos menores e distâncias curtas. Eles podem, do mesmo modo que um pneu de bicicleta ou sola de sapato, trazer o vírus para casa.


Muitos sentiram a mudança e ficaram nervosos e apreensivos, mas, os animais de estimação fizeram a grande diferença nesta pandemia. 


Temos um trabalho há mais de 30 anos - Reintegração Animal Filetti - onde os animais de rua são tratados e doados. Houve uma excelente procura por cães e gatos, pois as pessoas, principalmente, da idade de ouro (terceira idade), ficaram em casa e se apaixonaram pelos novos companheiros.


Amor e carinho são as palavras chaves para vencermos estes difíceis momentos.


MYRIAN SCHIAVINI com as filhas LYLIAN e ANNA 
O isolamento social afeta de forma psicológica os humanos e os animais que convivem conosco. O cão e o gato possuem características comportamentais diferentes e a observação é essencial para identificar se ele está bem ou não. O cachorro é mais agitado e a diminuição dos passeios faz com que ele acumule energia. Isso é expressado de formas diferentes, como lambeduras excessivas, destruir móveis ou objetos, comer de forma compulsiva, diarreia, vômito, entre outras coisas. Uma forma de ajudar é com brincadeiras para gastar energia. 


Em contrapartida, o gato possui comportamento mais peculiar e a constante presença dos donos altera a rotina planejada. O excesso de barulho e de carinho constante podem provocar irritação, diarreia, cistite nervosa, comer de forma compulsiva ou parar de comer, demarcação de território, entre outras. Uma forma de ajudar é respeitar a sua necessidade de espaço.


Recomendo conversar com o médico-veterinário sobre as alterações de seu pet.


NOVO NORMAL

Dia destes, assistindo a um programa no GNT com uma veterana apresentadora, chamou-me atenção o que afirmou: “Novo normal? Para mim é novo anormal!”. Como eu ainda não havia compreendido bem a tão falada “normalidade”, pensei: “acho que a âncora está certa”!


Afinal, o que nos está sendo proposto? Que normal é esse que nos apresenta um “kit completo”, repleto de restrições? Que eu saiba, normal é o comum, o usual e no entanto, a situação atual é absolutamente contrária a isso e nem um pouco agradável.


A verdadeira “normalidade” não é velha, nem nova. É aquela que nós, humanos, vivíamos...saudáveis, sem pavor, comunicativos, abraçando e beijando, como típicos brasileiros. Aqui é um país tropical, ensolarado, com o povo livre, leve e solto.


E agora, novamente penso eu: “novo normal ou anormal?”. Usar máscaras, guardar distância das pessoas, sair de casa apenas para o necessário, ir às nossas lindas praias com milhões de cuidados nos dará segurança para vivermos normalmente?


O instinto do ser humano é ter liberdade para respirar, caminhar, trabalhar...viver! Daí, classificar de “novo normal” estes tempos lidando com o desconhecido e com a ansiedade diante tantas mudanças radicais é, no mínimo, esquisito.


Enfim, as dúvidas continuam e vamos nós levando a vida como deve ser!


 

A “Feijoada Solidária Delivery”, uma parceria entre Educandário Anália Franco e o Restaurante Itapura, acontece dia 15 de agosto, sábado. Os vouchers custam R$ 75 e serve duas pessoas. Encomendas pelo telefone (13) 34-675183. O pagamento pode ser feito por transferência bancária. Informações pelo tel. (13) 32-298500.


 

A AEAS-Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos promove a “Campanha do Agasalho/2020, em prol das entidades assistenciais da cidade. Doações de roupas e cobertores podem ser entregues na sede, à Rua Arthur Assis, 47.


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13.04.2018

Todos merecem carinho!

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