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Notícias/Local | 07/09/2020

Museu do Café inicia trabalhos de conservação e manutenção das fachadas

Foto: Susan Hortas

O antigo edifício da Bolsa Oficial de Café, atualmente sede do Museu do Café e um dos principais pontos turísticos da cidade de Santos, passará por um processo de recuperação e manutenção das fachadas. Os serviços de conservação e recuperação devem durar cerca de oito meses e foram aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) – órgãos pelos quais o prédio é protegido. O investimento total previsto é de R$ 2.868.690,23 com recursos provenientes do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. 

 

As intervenções serão realizadas pela empresa Estúdio Sarasá Conservação e Restauração, selecionada por meio de chamamento público, e contemplarão todas as fachadas do edifício (Ruas XV de Novembro, Frei Gaspar e Tuiuti), além da Torre do Relógio. Amparados em projeto executivo integralmente aprovado pelos órgãos de patrimônio competentes, os principais serviços consistem em limpeza, remoção de vegetação e crosta negra, além de estabilização de revestimentos e elementos artísticos das fachadas da construção. 

 

A maior parte dos recursos foram destinados pelo Ministério Público de São Paulo, em decorrência de Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, em que o Museu do Café figura como beneficiado, com valor total de R$ 3.130 mi. Para além dos serviços a serem realizados na fachada, a verba proveniente do TCAC já viabilizou o restauro dos mobiliários e do vitral do Salão do Pregão, também localizados no antigo edifício da Bolsa Oficial de Café, além da edição de uma livro sobre a correlação entre cais, porto e ferrovia. 

 

Os recursos complementares foram obtidos junto à Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Os serviços serão a intervenção mais significativa no edifício desde o restauro integral realizado em 1997, que resultou na implantação do Museu do Café. 

 

Inaugurada em 1922, como parte das comemorações do centenário da independência do Brasil, a Bolsa foi construída para centralizar, organizar e controlar as operações cafeeiras. Com seu estilo arquitetônico eclético, a suntuosidade do palácio, a qualidade dos materiais escolhidos em sua construção e a riqueza de detalhes de decoração ajudam a compreender a importância do edifício na época áurea do mercado cafeeiro. Desde 1998 o edifício abriga o Museu do Café, que recebe anualmente mais de 350 mil visitantes, entre turistas, estudantes das redes pública e particular, além de moradores da região. 


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