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Colunistas/Clara Monforte | 19/09/2020

Como você vê a recuperação da economia na sua profissão pós-pandemia?

Clara Monforte é advogada e colunista social, autora dos livros "Claríssima" e "Almanaque social"

Foto: Pixabay

Amigos contam como analisam suas profissões na retomada das atividades.

Pouco a pouco, a nossa situação melhora e a mundial, também. Mas, o pior ainda não passou, não somente nos riscos com a contaminação do vírus, como também com a situação econômica-financeira.

 

IRI BARBOSA, JORGE THADEU ROJAS, EDNA DAGUER e MARCELO GIL FIGUEIRA falam “COMO VÊEM A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA, PÓS-PANDEMIA, EM SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS”. 

 

EDNA DAGUER
A atividade comercial de restaurantes e bares foi uma das mais - senão a mais, afetada pela pandemia.
A quarentena, que deveria ter durado quarenta dias, infelizmente ainda se faz presente após 7 (sete) longos meses, fez os clientes desaparecerem.

 

Por determinação legal ou medo de contaminação, o brasileiro adaptou-se ao hábito de usar a internet, pelo delivery de comidas prontas ou pela facilidade de fazer compras à distância nos supermercados.


Assim, entendo que as casas comerciais que conseguiram se estabilizar financeiramente com a implantação ou aumento de sua atividade de delivery – após a chegada segura da vacina, tendem a se recuperar, contudo, isso levará alguns anos, haja vista a necessidade de pagamento dos empréstimos financeiros contraídos e consumo do capital de giro com despesas ordinárias. 


Na verdade, essa é uma equação muito difícil entre a chegada da vacina e a capacidade financeira que as empresas terão para sustentar suas responsabilidades, pois depende de quanto oxigênio as empresas terão antes de serem asfixiadas pelo declínio de suas finanças.

 

MARCELO GIL FIGUEIRA

Temos três estabelecimentos, a matriz no Boqueirão, uma no Shopping Parque Balneário e 25 dias antes da pandemia, inauguramos um novo espaço no 4º andar do Edifício Praiamar Corporate. O trabalho estava super aquecido e de um dia para outro, fomos obrigados a parar. 

 

Ainda assim, mantivemos todos os nossos colaboradores, pois sem a equipe, a retomada seria muito mais difícil. Hoje, continuamos com uma estrutura sólida para recomeçarmos com nossos profissionais aptos para atenderem aos clientes, com qualidade. Investimos na infra instrutora de nossos estabelecimentos, fortalecendo a nossa operação.

 

Acredito estarmos preparados para a retomada, oferecendo aos nossos clientes qualidade nos produtos, dedicação de nossos colaboradores  e eficiência em nossos serviços para a fidelização e sustentabilidade de nossos negócios.


Somos uma empresa 100% familiar e nossa equipe faz parte desta família. Por isso, o Laticínios Marcelo logo estará no rumo do equilíbrio e com 34 anos de fundação, olhando o futuro com muito otimismo e longevidade.


IRI BARBOSA

Acredito que a retomada do crescimento do comércio já está acontecendo e a tendência é que continue cada dia melhor. Um dos pontos positivos para impulsionar as vendas foi a aproximação com os nossos clientes, através das redes sociais, delivery e vendas on-line.


Estamos tão confiantes nesse resultado que investimos fortemente nessa coleção, que ao meu olhar é a mais encantadora dos últimos tempos. Com muito trabalho, inovação, coragem e otimismo sairemos mais fortes deste “novo normal”. REINVENTE-SE!

 

JORGE THADEU ROJAS

Como médico e gestor de uma equipe focada na assistência domiciliar em saúde, convivi com a COVID-19, desde o início, de uma forma mais pró-ativa. A Home Life e colaboradores, seguem o lema “Fique em casa. Nós cuidamos de você”... E a equipe empenha-se, diariamente, para que pacientes e familiares permaneçam seguros em seus domicílios, recebendo todo o suporte necessário, com a máxima eficiência. Mas, por estarmos em um segmento essencial, tivemos que nos manter firmes e resistir às dificuldades, para não haver perda de qualidade. Adotamos medidas de proteção para a equipe multidisciplinar e pacientes. Temos, também, trabalhado na assistência domiciliar para pessoas parcialmente recuperadas da virose. 


Nossa expectativa é a retomada de diversos segmentos e a possibilidade de crescimento, principalmente no processo de reabilitação dos pacientes. Temos uma visão otimista sobre este difícil momento e estamos convictos de que, após o término, poderemos manter nosso legado de cuidado e atenção aos pacientes, nos seus lares.

 

BEIJOS e ABRAÇOS

As maiores doses de carinho para nós, brasileiros, são o beijo e o abraço, que tocam a alma e o coração, além de fazerem bem à saúde. Podem ser fraternos, de amor, de gratidão, pura amizade ou, simplesmente, ternura.


Ao sairmos de casa, beijamos pais, filhos, marido, mulher e, na volta ao lar fazemos o mesmo.


Ao encontrarmos amigos, espontaneamente, o hábito também é esse: um beijo, um “selinho” ou um abraço quando a saudade aperta. Somos tão calorosos que além de demonstrarmos carinho, acrescentamos, no beijo e no abraço, uma porção extra de boas energias.


Temo que, passado o período pandêmico, percamos esse delicioso modo de ser. Como faz falta sentirmos o efetivo calor do amor, com aqueles que nos cercam, ou sejam, com os verdadeiros amigos. Os filhos então...com os quais caminhamos abraçados, e caso nos encontremos três ou quatro vezes ao dia, nos valemos de mais alguns beijos ou de um carinhoso abraço com a intenção de lhes dar proteção!


Não, os beijos e abraços não podem acabar! Sem eles, os relacionamentos tornam-se gelados demais.


 


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13.04.2018

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