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Colunistas/Saúde e Beleza | 03/10/2020

Tomar colágeno ajuda?

Júlia Mendes é médica dermatologista e pediatra. CRM: 101090-SP / RQE: 32157/ RQE: 27484

Fonte: Freepik/ Brgfx

Entenda o que é colágeno e o que ele pode fazer de melhor para a sua pele.

A suplementação dietética em pó, sachês ou cápsulas de colágeno ainda é questionada. Porém, a cada dia, mais e mais estudos demonstram que determinados nutracêuticos são realmente úteis, principalmente durante os tratamentos de rejuvenescimento que visam estimular a formação de novas fibras de colágeno e elastina.

 

As fibras colágenas são a maior proteína do corpo humano e o principal componente da derme, com cerca de 80% do seu volume, com a capacidade de resistência e elasticidade da pele. As fibras elásticas são responsáveis pela resiliência da pele (capacidade que permite que ela volte ao normal após ser esticada ou deformada).

 

Com o envelhecimento cronológico há o afinamento da espessura dérmica. Há redução da síntese de colágeno e aumento da sua degradação devido ao aumento dos níveis de colagenase. O conteúdo de colágeno reduz 1 % ao ano na vida adulta e as fibras de colágeno remanescentes aparecem desorganizadas e as fibras elásticas diminuem em número e diâmetro e se tornam fragmentadas. A quantidade do ácido hialurônico também diminui. Estas mudanças, associadas ao fotodano (dano na pele causado pela exposição solar) e o climatério impactam negativamente no turgor da pele, sendo representados pela pele mais fina, envelhecida com rugas e flacidez.

 

Existe diversos tipos de colágeno sendo comercializados e, atenção na escolha! Alguns que afirmam ter fibras de colágeno não adianta tomar, pois não ocorre absorção na ingestão de fibras de colágeno. Por outro lado, nos produtos que em sua composição possuem peptídeo de colágeno tem um índice de absorção de 95% após 12 horas da administração oral.

 

Na pele cronologicamente envelhecida, foi demonstrado que a ingestão de peptídeos de colágeno leva a um aumento no teor de colágenos do tipo I (corresponde a 80 a 90% do total das fibras de colágeno) e do tipo III (corresponde a 8 a 12% na pele jovem) e de ácido hialurônico, redução da fragmentação de fibras, além da melhora da hidratação cutânea.

 

Se não for pesar no orçamento, podemos concluir que a ingestão oral de peptídeos de colágeno reduzem as rugas cutâneas, melhora a hidratação cutânea e aumenta a síntese de matriz dérmica (firmeza da pele), especialmente durante os tratamentos para o rejuvenescimento cutâneo.

 

Consulte um dermatologista associado a SBD para ver a possível indicação, tempo de duração, de acordo com o seu tratamento proposto.

 

Dra Júlia Mendes.

Médica CRM: 101.090-SP

Pediatra – RQE: 27484

Dermatologista – RQE: 32157

 

Foto: Freepik/ Brgfx

 


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