Rádio Jornal da Orla/Digital Jazz

Ouça agora

Empreendedores/Empreendedores | 09/09/2020

Passo a passo para fazer análise de risco em máquinas e equipamentos

Foto de Pixabay no Pexels

Para que um acidente seja evitado, é essencial realizar a análise de riscos que esses equipamentos e máquinas podem envolver. O profissional responsável por esse trabalho utiliza critérios que foram normatizados.

 

A analise de risco em máquinas e equipamentos é fundamental, já que é a única maneira de garantir a segurança das pessoas que operam esses objetos, além de ser uma obrigação prevista em lei e que deve ser seguida pelos empregadores.

 

Tem dúvidas sobre esse assunto e quer saber mais? Continue acompanhando esse artigo atentamente.

 

Boa leitura!

 

Os principais passos para realizar a análise de risco: entenda tudo sobre esse assunto!

 

Há três passos que serão considerados ao realizar a análise de riscos, confira abaixo.

 

Passo #1: Determinar os limites da máquina

A determinação de limite da máquina é a primeira etapa desse processo, para executar essa fase, é necessário levar em consideração todo o ciclo de vida dessa máquina.

 

Quais são as fases do ciclo de vida de uma máquina?

  • Projeto;
  • Construção;
  • Transporte;
  • Montagem;
  • Instalação;
  • Operação;
  • Limpeza;
  • Setup;
  • Manutenção;
  • Desativação;
  • Desmontagem;
  • Descarte.

 

Qual é o limite?

Saiba que o limite será basicamente a utilização principal dessa máquina, o seu efeito de concepção e a análise risco, tudo isso deverá ser considerado, além do seu uso comum, assim como também os maus usos que podem ser previsíveis.

 

Para você entender um pouco melhor sobre a limitação, você pode ficar de olho na lista de itens que fazem parte da determinação do limite.

 

1 – Limite de uso

  • Diferentes modos de operar;
  • Manutenção da máquina, desgaste e o mau uso;
  • Tipo de uso, ou seja, se é residencial ou industrial;
  • Nível de treinamento, habilidade e experiência necessária para utilização e para manutenção;
  • Identificação do operador como gênero, a sua idade, e se é possível usar por pessoas com habilidade reduzidas;
  • Exposição de outros indivíduos aos perigos que podem se relacionar ao equipamento.

 

2 – Limite de tempo

  • Vida útil da máquina quando se considera o uso normal ou o seu mau uso quando é razoavelmente previsível;
  • Intervalos de manutenção recomentados.

 

3 – Limite de espaço

  • Movimentos da máquina e o seu curso de movimento;
  • Qual o tipo de interação do operador com a máquina;
  • Espaços de uso da manutenção e do operador;
  • Conexão de energia, mecânica, hidráulica, gravitacional.

 

Passo #2: A identificação de perigos e de riscos

Após realizar a determinação dos limites da máquina, identifique os perigos e os riscos que esse objeto apresenta durante as seguintes etapas:

 

  1. Uso normal desse equipamento;
  2. Mau uso razoável que pode ser previsto.

 

Esses perigos poderão ser encontrados em qualquer etapa do ciclo de vida de uma máquina, o ciclo de vida que já foi citado previamente.

Entenda que a lista de perigos, encontrada no Anexo B da NBR12100, são todas categorizadas por tipo, consequências, origem e referenciais para normas internacionais.

 

Passo #3: Estimativa de riscos

A última etapa é bastante técnica, e é basicamente sobre o risco que está associado a uma situação de perigo, e dependerá bastante dos seguintes fatores:

 

  • Gravidade de danos em situações de acidentes;
  • Probabilidade de acontecer exposições, possibilidade de evitar e ocorrência do perigo.

 

Portanto, também é uma etapa essencial no processo de análise de riscos.

 

O método mais comum de conseguir realizar essa estimativa é por meio do Hazard Rating Number (HRN), que em português poderá ser traduzido como: valor de classificação de risco.

 

O HRN é responsável por expressar em valor numérico o risco para alguma determinada situação ou perigo, desta maneira, é possível transformar a medida qualitativa em uma medida quantitativa, ou seja, em um número.

 

Sendo assim, essa é um processo bem técnico, logo, apenas um técnico habilitado consegue realizar o procedimento necessário.

 

 

Conclusão

Após a análise de riscos é possível elaborar um mapa dos pontos mais críticos e priorizar o tratamento destes problemas.

 

Desta forma, é crucial a participação de um profissional capacitado, capaz de observar todas as possibilidades e que permitam a empresa estar melhor preparada para atender aos critérios de segurança.

 

Gostou do artigo? Compartilhe-o em suas redes sociais!


Leia também