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Colunistas/Fronteiras da Ciência | 03/10/2020

Cavar masmorras aos vícios

Jadir Albino é apresentador do programa "Fronteiras da Ciência", exibido aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reapresentação aos sábados, às 21h.

Foto: Ralf Kunze/Pixabay

Pensemos no legado que desejamos deixar para nossos filhos, a Humanidade do amanhã.

A pequena menina entrou no banheiro e ficou olhando o pai a fazer a barba.


Tão compenetrada estava que seu pai lhe surpreendeu um pequeno vinco na testa miúda.
-O que foi, filha? O que está pensando?


A menina se aproximou e fixou o olhar azul no rosto paterno, erguendo o pescoço em direção a ele.
-Papai, você gosta de viver?


-Ora, filhinha. É claro que gosto de viver. Quem não apreciaria a vida, tendo um tesouro como você?


Ela não se deu por satisfeita. Apoiou as mãos na pia e tornou a perguntar:
-Então, por que deseja morrer?


O pai lhe respondeu que não desejava, nem pensava em morrer. Ele desejava viver, e muito.


Queria ter a ventura de vê-la adentrar à escola, aprender as primeiras letras, deliciar-se com suas primeiras leituras, vê-la receber o diploma universitário, casar-se, ter filhos, dar-lhe netos.


-Papai - falou finalmente a garota - se não quer morrer, por que você fuma?


As crianças ouvem falar a respeito dos perigos das drogas, de qualquer natureza.


Aprendem na escola, leem a respeito, tão logo descubram o significado das letras e das palavras impressas.
Natural que acreditando preciosas as vidas dos seus amores, se preocupem.


Como ficarão se partirem seu pai, sua mãe, seu irmão?


Por isso, algumas registram de forma ostensiva a sua preocupação, enquanto outras simplesmente pensam, pensam, e sofrem, sem coragem de expressar o que lhes vai na mente.


“E se a morte levar os meus amores, enquanto tanto ainda preciso deles?”


É preciso muita força de vontade para vencer qualquer vício de que sejamos portadores.


Sendo assim, é necessário cavar masmorras ao vício e ao mesmo tempo erguer templos à virtude.


[com base em texto de Richard Simonetti e na Redação do Momento Espírita]


Em se falando do uso de drogas, mesmo as tacitamente aceitas pela sociedade, temos acrescidas as questões da dependência física, além das psicológicas.


Com certeza, não é fácil. É preciso se revestir de resistência para a superação. E não devemos esquecer que precisamos de auxílio de terceiros.


Para isso existem os profissionais das áreas da saúde física e mental. Também religiosos, amigos, familiares.


Pensemos no legado que desejamos deixar para nossos filhos, a Humanidade do amanhã.


Ele pode ser de alegria ou de infelicidade, de liberdade ou de dependência, de doença ou de bem-estar.


A decisão nos compete. Porque o exemplo arrasta, convence mais do que as palavras.


Se nossos pequenos nos veem com o cigarro, de forma constante, também poderão acreditar que ele não faz mal nenhum, afinal de contas.


Tudo que dizem a respeito dele, é balela, inverdade, e aprenderão a repetir os nossos hábitos.


Dessa forma, busquemos nos libertar da viciação, qualquer que ela seja.


E se empreendemos esforços para nos libertar do vício, não esqueçamos que também os vícios morais nos merecem consideração.


A mentira, a desonestidade, a corrupção, a maldade devem ser alijadas de nossas vidas.


Para isso, estamos na Terra. E o tempo é hoje e agora. 


Sirvamo-nos do dia que apenas desponta e iniciemos o grande empreendimento em prol de nossa libertação.


O amanhã nos aguarda pleno de sol, de alegria, de bênçãos.


PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE
 


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