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Cotidiano/Saúde | 20/10/2020

Bruxismo na pandemia: transtorno tem relação com alterações emocionais

Condição é conhecida pelo ranger ou apertar dos dentes.

Entre uma das disfunções que mais vêm crescendo nos consultórios de dentistas durante a pandemia está o bruxismo — condição conhecida por um ranger ou forte apertar dos dentes. "Os pacientes chegam se queixando de muita dor de cabeça e dores nos músculos faciais e geralmente relatam também uma rotina estressante. O que somado aos sintomas, na maioria das vezes é o bruxismo, uma válvula de escape para aliviar tensões do dia a dia", explica a odontologista Patrícia Bertges.


Estima-se que 40% da população sofra com o transtorno segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O percentual, porém, pode ter crescido ainda mais devido a pandemia causada pelo novo coronavírus, isso porque segundo a dentista, o problema tem relação com alterações emocionais e psicológicas, que tendem a aumentar ou mesmo catalisar o bruxismo.


"É importante estar atento aos sinais do problema, que inicialmente tem um tratamento tranquilo e acessível, com base em placas de proteção evitar o desgaste dos dentes. Caso não tratado corretamente, o bruxismo pode evoluir para problemas ósseos, na região da gengiva ou até mesmo na articulação mandibular", alerta. 


Nos casos mais sério é possível que o paciente tenha que usar medicamentos, que podem ser receitados após a avaliação com um cirurgião bucomaxilofacial, que trata especificamente de doenças da cavidade oral e anexos.

 

Além do tratamento, é importante investir na prevenção do bruxismo. Busca por equilíbrio emocional, inclusão de atividades físicas e um tempo para hobbys podem ajudar a minimizar o estresse no dia a dia e consequentemente diminuir os riscos de desenvolver o problema.

 


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