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Colunistas/Fronteiras da Ciência | 24/10/2020

Honrar a paternidade

Jadir Albino é apresentador do programa "Fronteiras da Ciência", exibido aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reapresentação aos sábados, às 21h.

Foto: Pixabay

Pai, padrasto, não importa como se denomine. Sua presença significa segurança.

Lucinha era uma menina linda, mas vivia triste, apática. Mal respondia quando lhe dirigiam a palavra.


Observava seus primos, suas vizinhas, a conversar e brincar com seus pais. E mais retraída ficava.


Às vezes, era encontrada chorando.


Dizia que todos tinham pai, somente ela não.


Por mais que a mãe tentasse lhe explicar que seu pai deixara o lar, antes do seu nascimento, ela não conseguia entender.


Ela queria ter um pai para amar. 


Alguém que a abraçasse quando tivesse medo de alguma coisa.


Um pai para sentir em seu rosto a aspereza da barba por fazer, um pai que ela pudesse encontrar quando voltasse da escola.


Um pai que ela idealizava. Um pai com quem sonhava.


Certo dia, viu a mãe chegar do trabalho acompanhada por um colega. 


Ele somente viera buscar um livro emprestado.


No entanto, ao vê-lo, Lucinha lhe correu ao encontro de braços abertos.


-Mamãe, você trouxe o meu pai! Você trouxe o meu pai!


A mãe, desconcertada, não sabia o que falar.


Mas Cláudio, admirando a garota, agachou-se, envolvendo-a em demorado abraço.


Enquanto a menina mantinha seus braços em torno do seu pescoço, ele sentia as próprias lágrimas correrem pela face.


Uma profunda emoção tomou conta dele. 


Não entendia o que estava acontecendo. Mas lhe pareceu um verdadeiro reencontro de almas que se amam.
O tempo passou. Cláudio começou a frequentar a casa, vez ou outra. Depois, de forma mais assídua.


Um doce afeto foi sendo construído e, decorridos alguns meses, casou-se com a colega e assumiu a paternidade da menina.


Lucinha era só alegria e felicidade.


[com base na Redação do Momento Espírita]


Ser pai, na amplidão do termo, é ter compromisso, querer amar e proteger aos que lhe são filhos biológicos, ou eleitos pelo coração.


Pai é uma presença sentida pelas meninas como um príncipe protetor. Um super-homem no qual colocam sua confiança.


Para os meninos, é o que ele deseja ser quando crescer. É aquele que sabe tudo, que resolve tudo.


Jogar bola, andar de bicicleta, ralar o joelho, sujar-se de lama, ao lado do pai, tem um colorido diferenciado para cada criança.


Na adolescência o pai presente representa um freio a caminhos negativos, um limite importante para evitar o erro.


E cada etapa vencida na escola é orgulhosamente evidenciada, estimulada, comemorada.


Grande é a importância da figura paterna, seja ele o pai biológico ou aquele que assume a posição, em qualquer forma de adoção.


Pai, padrasto, não importa como se denomine. Sua presença significa segurança.


Em decorrência disso, recebe a gratidão e o carinho de quem se sente acolhido, aconchegado, protegido, amado.


Colhe a confiança da criança que adormece tranquila em seus braços, próxima ao seu coração que bate compassado.


Criança que crescerá, e aprenderá como deverá tratar os próprios filhos, quando se tornar adulta. Porque o exemplo é a melhor das lições. E a experiência do amor paterno é das mais marcantes.


Benditos sejam todos os que honram a paternidade responsável.


 PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE
 


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