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Notícias/Regional | 10/11/2020

Presídios de São Vicente participam de projeto em combate à tuberculose

Foto: Govesp

Ação leva informações a respeito da doença para toda a população carcerária.

A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo está atenta aos fatores regionais que podem contribuir para a proliferação da tuberculose. Na Baixada Santista, por exemplo, as condições climáticas e a grande movimentação internacional de pessoas, que chegam pelos portos marítimos, compõem o cenário propício para a doença.

 

Em combate ao risco de contaminação, está em atividade o projeto “Prisões Livres de Tuberculose”, que acontece na Penitenciária II de São Vicente e no Centro de Detenção Provisória “Luis César Lacerda”, o CDP de São Vicente. Outros presídios da SAP também participam da ação.

 

A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a colaboração do Ministério da Saúde. O objetivo é levar informações a respeito da doença para toda a população carcerária e oferecer auxílio às equipes de saúde dos presídios.

 

Nas duas unidades prisionais contempladas pela iniciativa em São Vicente, foram promovidas palestras e a exibição de filmes para os reeducandos e para os servidores da SAP em outubro. O corpo funcional e os presos receberam material ilustrado com orientações sobre a prevenção e o tratamento da tuberculose – o assunto é abordado de forma diferente para cada público.

 

“Os funcionários são treinados para reconhecer os sintomas e encaminhar os detentos para enfermaria da unidade prisional”, explica Marineusa da Silva, diretora do Centro de Atendimento e Reintegração à Saúde (CRAS) da Penitenciária II de São Vicente. Com os reeducandos, o enfoque é ampliar conhecimentos sobre a tuberculose e desmitificar a doença com ações educacionais. “Explicamos que é uma doença que tem cura e que basta seguir todas as orientações para o tratamento”, afirma a diretora.

 

O trabalho é realizado com os internos a partir do momento em que chegam nas unidades prisionais. “Contamos com a colaboração dos agentes no setor de inclusão para a distribuição do material do projeto aos presos”, conta Elaine Cristina da Silva Marcelino, diretora do Núcleo de Saúde do CDP de São Vicente. “Em seguida, entregamos os itens em todos os raios de convívio dos detentos e repassamos as instruções para presos que terão o papel de multiplicadores das informações”, completa Elaine.

 

“Os detentos relatam que desconheciam muitas coisas acerca dos sintomas e observam a importância dessa abordagem para a própria saúde”, afirma a diretora. O projeto está em vigor nas unidades prisionais desde 2018 e atende ao fluxo da população carcerária nos dois presídios.


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