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Colunistas/Saúde e Beleza | 14/11/2020

Causas do melasma

Júlia Mendes é médica dermatologista e pediatra. CRM: 101090-SP / RQE: 32157/ RQE: 27484

Pixabay

O melasma pode surgir de súbito, após exposição intensa à luz solar ou se instalar gradualmente pela exposição constante.

O melasma são manchas de cor castanha-clara a escura, localizadas geralmente na face, principalmente nas regiões malares podendo atingir a região frontal, labial superior e as laterais do rosto. Podem aparecer também no pescoço, peitoral, braços e antebraços.

 

É mais comum em mulheres, com mais de 25 anos de idade, atingindo o pico geralmente dos 37 aos 47 anos, tendendo a diminuir com os cuidados após os 60 anos.

 

A intensidade da pigmentação é variável, às vezes discreta quase imperceptível, outras vezes muito acentuada podendo causar constrangimento que pode causar distúrbios emocionais.

 

O melasma pode surgir de súbito, após exposição intensa à luz solar ou se instalar gradualmente pela exposição constante.

 

São fatores contribuintes para o melasma:

 

  • Predisposição racial ou familiar
  • Gravidez (cloasma gravídico – ocorre em 50 a 70% consoante ao tipo constitucional)
  • Anticoncepcional / Reposição Hormonal na menopausa
  • Cosméticos (produtos que contenham derivados do petróleo, psoralênicos e outras drogas fotossensibilizantes)
  • Exposição Solar (é o fator desencadeante mais importante no melasma)
  • Luz visível (usar filtros físicos que protejam da luz visível)
  • MSH (hormônio estimulador do melanócitos)
  • Stress

 

O melasma geralmente melhora no inverno e se agrava no verão e há recidiva ocorrendo reexposição solar.

 

Os raios ultravioletas do sol aumentam a atividade dos melanócitos provocando a pigmentação. 

 

O objetivo primário do bronzeamento não é ficar com a “cor do verão” ou ficar com a “marca do biquíni” e sim de formar uma maior fotoproteção, formando um tipo de “insufilm” como proteção do DNA da célula, agindo como mecanismo de defesa contra os raios solares. No entanto, a exposição ao sol a longo prazo, apresenta efeito cumulativo desde o nascimento, podendo trazer consequências indesejáveis para pele como a “sarda branca” (o melanócito para de produzir o pigmento), as sardas, melanose solar e melasma, quando o melanócito aumenta a capacidade de produzir a melanina, formando as manchas escuras.

 

Quanto ao melasma e seu rebote ainda não temos um tratamento 100% eficaz e definitivo que faça com que esses melanócitos que estão hiperresponsiveis ao estímulo solar, voltem a produzir somente o tom da nossa pele.

 

Quando estamos expostos ao sol, um feixe luminoso entra nos olhos e vai até a retina, que de lá vai até a nossa hipófise, onde é secretado o MSH (hormônio estimulador do melanócitos) que é o mais potente escurecedor conhecido e promove o escurecimento da pele. Por isso, estando você exposto ao sol, mesmo de boné e embaixo do guarda sol, o melasma pode surgir, piorar ou voltar, pois além do estímulo direto ao raio do sol, tem o estímulo interno para produção de melanina. Obviamente, todos esses cuidados associados ao protetor solar, conferem maior proteção.

 

Daí, para encontrar o equilíbrio entre se cuidar e ser feliz, devemos se expor ao sol sempre com protetor solar, quando possível associar chapéu, boné, óculos escuro, sombrinha, guarda-sol e evitar os horários de pico estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde) que é das 10:00h às 16:00h e com isso tentar não estimular o indesejável melasma. Para o melasma aparente, os tratamentos para o melasma será o tema de nosso próximo artigo. 

 

Consulte sempre o dermatologista associado a SBD para te orientar a prevenir e tratar o seu melasma.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete a linha editorial e ideológica do Jornal da Orla. O jornal não se responsabiliza pelas colunas publicadas neste espaço.


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