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Colunistas/Saúde e Beleza | 21/11/2020

Tratamento do melasma

Júlia Mendes é médica dermatologista e pediatra. CRM: 101090-SP / RQE: 32157/ RQE: 27484

Pixabay

Confira os recursos mais modernos para previnir e tratar.

O melasma é causado pela superprodução do pigmento melanina (que da cor à pele), como já relatado no artigo anterior: causas do melasma.

 

O tratamento do melasma inclui paciência, disciplina e persistência, pois os resultados são lentos e como a exposição solar é um agente estimulante, desencadeante e agravante, recomenda-se que os pacientes em tratamento evitem o sol.

    

Embora ainda não tenha uma cura exata, existem muitos tratamentos que ajudam a clarear as manchas escuras. Segue abaixo os tratamentos mais eficazes considerando os recursos mais modernos, os dermocosméticos e medicamentos, além das recomendações de fotoproteção, peeling, laser e luz intensa pulsada:

 

Os recursos mais modernos para previnir e tratar incluem: 

 

  • Laser que destrói pigmentos por ação mecânica, e não pelo calor; 
  • Laser com microagulhas de ouro (microagulhamento de ouro) que deixa a pele permeável às substâncias clareadoras (drug delivery);
  • IPCA (indução percutânea de colágeno com agulhas); 
  • Peeling combinando ácidos.

 

Dermocosméticos e medicamentos mais utilizados:

 

  • Servem para regular a mudança de cor da pele causada pelo melasma; 
  • Nos últimos anos foram lançados vários desses produtos;
  • Contém agentes clareadores que inibem a produção de melanina e/ou
  • Antioxidantes que agem contra os radicais livres;
  • Geralmente esses produtos contêm um ou mais dos seguintes ativos: arbutin, ácido glicólico, ácido hidroxiacético, ácido kójico, derivados da vitamina c, b-resorcinol, phe-resorcinol, niacinamida, decapeptídeo, ácido tranexâmico, ácido azeláico, ácido fítico, ácido dióico, extrato de polypodium leucotomos e a os consagrados ácido retinóico e hidroquinona. 

 

 

Fotoproteção:

Tendo em vista a recidiva causada pela exposição solar, é um cuidado importante para estabilizar e impedir que o melasma surja e/ou volte. Constitui medida preventiva e será sempre associada com todos os tratamentos.

 

São benefícios da fotoproteção:

  • é fundamental para evitar o melasma nos pacientes propensos; 
  • é essencial na prevenção da hiperpigmentação;
  • deve ser redobrada durante o tratamento do melasma; 
  • ajuda a estabilizar os benefícios obtidos com todos os tratamentos;  
  • é aconselhável o uso de filtro solar de amplo espectro, contra raios ultravioleta (UVA e UVB), luz visível e também contra à luz azul (raios emitidos pelas telas que utilizamos) e com FPS alto; 
  • de uso diário, mesmo nos dias chuvosos e nublados, como parte de uma rotina diária de cuidados da pele;
  • para evitar o estímulo à produção de pigmento; 
  • reaplicar o filtro solar, para manter a proteção adequada durante todo o dia; 
  • associar roupas, chapéu, boné, óculos escuro, sombrinha e guarda-sol.

Peeling:

 

  • Dentre os procedimentos mais realizados e consagrados estão os PEELINGS para clarear a pele de forma gradual.
  • Promovem a destruição das camadas mais superficiais da pele, buscando sua regeneração, propiciando incontestável estímulo à produção de colágeno, o que resulta na melhoria da textura, brilho e coloração da superfície cutânea, além de atenuação substancial de rugas, flacidez e do envelhecimento causado pelo sol.

Laser e luz intensa pulsada:

  • Para clarear o melasma, porém esta modalidade de tratamento deve ser feita com cuidado para não gerar mais pigmentação, motivo pelo qual deve ser realizada por um profissional especializado no cuidado e no manejo da pele, o dermatologista.  

 

Enquanto pesquisadores buscam soluções definitivas, e os novos tratamentos disponíveis apresentem resultados empolgantes, devemos ficar sempre atentos e cuidar para que o melasma não ocorra, pois ainda não se conhece a cura definitiva  e sua recidiva é frequente. 

 

Apresentados os tratamentos, é importante salientar que o tratamento do melasma sempre prevê um conjunto de medidas para clarear, estabilizar e impedir que o pigmento volte e o seu dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar esta condição.

 

Dra Júlia Mendes é Médica – CRM: 101090-SP, Pediatra – RQE: 27484 e Dermatologista – RQE: 32157


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete a linha editorial e ideológica do Jornal da Orla. O jornal não se responsabiliza pelas colunas publicadas neste espaço.


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