Fronteiras da Ciência

As lâmpadas do Natal

19/12/2020
As lâmpadas do Natal | Jornal da Orla

Era véspera de Natal. Em todas as casas havia intensa alegria. Nas ruas, era grande o movimento, apesar da pandemia. Pessoas transitavam com pacotes, entrando e saindo de lojas com distanciamentos e todos os cuidados que a ocasião exigia.

Um homem e sua esposa se aproximaram de um restaurante com vagas limitadas.

A mulher trazia nos olhos o brilho dos que sabem compartilhar alegrias e se sentem felizes com pequenas coisas. Sorria constantemente.

O homem se apresentava carrancudo. O rosto marcado por rugas de preocupação. No coração, um tanto de revolta.

Sentaram-se à mesa e, enquanto ela olhava o menu, procurando algo simples e gostoso para o lanche, ele começou a reclamar.

Reclamou de como as coisas não estavam dando certo. Ele tinha investido em um determinado produto em sua loja, contando que as vendas fossem excelentes. Mas não foram.

O produto não era tão atraente assim. Ou talvez fosse o preço. Enfim, o comerciante reclamava e reclamava.

De repente, ele parou de falar. Observou que sua esposa parecia não estar ouvindo o que ele dizia. Em verdade, ela estava mesmo era em outra esfera.

Olhava fixamente para uma árvore de Natal que enfeitava o balcão do pequeno restaurante. Sim, ela não estava interessada na sua conversa.

Ele também olhou na direção do olhar dela e meio de forma mecânica, comentou:

-A árvore está bem enfeitada, mas tem uma lâmpada queimada no meio das luzes.

-É verdade, respondeu a mulher.  -Há uma lâmpada queimada. E você conseguiu vê-la porque está pessimista, meu amor. Não conseguiu perceber a beleza das dezenas de outras luzes coloridas que acendem e apagam, lançando reflexos no ambiente. No meio de tantas luzes coloridas e acesas, você só enxergou a queimada.

[com base em psicografia de J. Raul Teixeira e na Redação do Momento Espírita]

Assim também com a nossa vida.

Você está reclamando da venda do produto que não deu certo e se mostra triste. Ou de qualquer outro infortúnio que ocorreu, principalmente neste ano difícil, mas está esquecido das dezenas de bênçãos que brilharam durante todo o ano. Você está fixando seu olhar apenas na única lâmpada que não iluminou nada.

Não há dúvida de que acharemos, no balanço das nossas vidas, diversas ocorrências nas quais nos tornam muito infelizes. Podemos chegar a sentir como se o mundo ruísse sob os nossos pés.

Porém, a maior tristeza que pode se abater sobre a criatura, multiplicando desditas para a alma, é o mau aproveitamento das oportunidades que lhe concede o Grande Arquiteto do Universo, para evoluir e brilhar.

Meditemos sobre isso e descubramos as centenas de lâmpadas que brilham em nossos caminhos.

Ao lado das dores e problemas que nos atingem as vidas, numerosas são as bênçãos que nos oferece a Divindade.

Apliquemo-nos no dom de ver e ouvir o que é bom, belo e positivo.

Contemplemos a noite que se estende sobre a Terra e sem nos determos no seu manto escuro, descubramos no brilho das estrelas, as milhares de lâmpadas que Deus posicionou no espaço para encher de luz os nossos olhos.

Acostumemo-nos a observar e a ver o bem em toda a parte a fim de que a felicidade nos alcance e possamos sentir a presença do Grande Arquiteto do Universo, que é amor na sua expressão mais alta, alevantando-nos as vidas.

Apesar de tantos infortúnios que se abateram em tantas famílias neste ano difícil, vamos abraçar o Natal, com as esperanças renovadas, abençoadas pelo aniversariante do Natal.

Desejo um Feliz Natal a todos os amigos leitores, com muita paz e saúde.

PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE

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