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Colunistas/Saúde e Beleza | 09/01/2021

QUE? HÃM? HEIN? MEU FILHO FALA BEM?

Júlia Mendes é médica dermatologista e pediatra. CRM: 101090-SP / RQE: 32157/ RQE: 27484

Parece ser bonitinho ver uma criança falando errado não é mesmo? Se continuar fora do período normal de desenvolvimento da linguagem, pode trazer problemas mais para a frente.


O alerta é da fonoaudióloga Thaís Laranja. “Faz parte do desenvolvimento falar errado, trocar letras. Isso acontece de acordo com a idade cronológica, levando em consideração as condições motoras da criança. Envolve também os aspectos psíquicos inerentes da crianças e todo seu contexto familiar”.


Se você notar qualquer dificuldade na linguagem do seu filho, primeiro descarte problemas auditivos.
“Uma criança com dificuldade para falar pode ter como causa primária uma dificuldade em discriminar auditivamente as variações do som na palavra”.


Se ela ouvir bem e já estiver perto dos 5 anos, é hora de falar direito. “Nesta idade todos os sons da fala, os fonemas, já estão maduros e automatizados.


Seu discurso deve ser semelhante ao de um adulto”, compara Thaís. Mas a preocupação deve começar antes dos 5 anos.


Quando o bebê não produzir vocalizações, mesmo sem intenção de comunicação, como mama, papa, é preciso estimular. “Também devemos ficar atentos às trocas de letras na fala. Cada fase apresenta uma característica de desenvolvimento e isso deve ser avaliado precocemente, para que não acarrete problemas biopsicossociais maiores”.


Problema identificado. O que fazer agora?


Se o seu filho tem dificuldades em falar e troca frequentemente as letras, a primeira conduta é procurar ajuda de um fonoaudiólogo. “Somente esse profissional é especializado para esse tipo de aconselhamento e, caso necessário, terapia fonoaudiológica.


Costumo dizer que a parceria família, escola e fonoaudiólogo são fundamentais para evolução do Processo terapêutico.


Muitas são as técnicas empregadas para melhorar a capacidade comunicativa e isso é prescrito após avaliação minuciosa e de caráter individual”, explica Thaís Laranja.


Mas, antes disso, você pode estimular seu filho a falar direito, com algumas atividades em casa.
E o que pode acontecer?


Falar bem é importante, praticamente um cartão de visitas. “A fala é tão importante no começo das nossas vidas como quando nos envolvem o sem projetos profissionais, tais como política, advocacia, canto.
Quantas vezes nos deparamos com políticos pronunciando palavras de forma incorreta? Ninguém quer isso para o seu filho”, diz a fonoaudióloga Thaís Laranja.


Algumas crianças manifestam dificuldade em sociabilizar-se por vergonha de sua fala. “Podem até ficar agressivas por não serem entendidas ou por sofrerem algum tipo de gozação das pessoas ao seu redor.
Outras têm muitas dificuldades escolares, pois transcrevem exatamente da mesma forma que falam, gerando angústia para a criança, família e professores. Vários podem ser os prejuízos que uma alteração da comunicação pode acarretar”.


DICAS DE ESTIMULAÇÃO


>> Leia histórias e cante com seu filho.
>> Aproveite as atividades do cotidiano para estimular a comunicação.
>> Quando a criança usar Gestos ao invés de falar, não dê logo o que ela pedir. Pergunte primeiro o que ela deseja e, se mesmo assim não obtiver resultado, reforce o nome daquilo que ela aponta.
>> Use onomatopeias, como “auau” para cachorro e “bibi” para carro.
>> Não use diminutivos quando conversar com a criança. Isso aumenta o tamanho das palavras e dificulta reprodução, tornando a fala infantilizada.
>> Estimule o convívio com outras crianças

Thaís Laranja Fontão - Fonoaudióloga CRFa12621


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete a linha editorial e ideológica do Jornal da Orla. O jornal não se responsabiliza pelas colunas publicadas neste espaço.


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