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Colunistas/Positividade | 25/02/2021

Meditação e Positividade

Juliana Colella - Psicologia Positiva, não violência, espiritualidade e felicidade autêntica.

Este é um tema recorrente por aqui. Abordo de diversas formas, as maneiras de como aumentar a Positividade e, consequentemente, seu bem-estar.

 

Positividade é enxergar a Vida com a perspectiva do que faz a Vida valer a pena. E quanto mais estivermos presentes no momento, mais fácil fica para que uma sensação de contentamento seja experimentada.

 

Eu escuto muitos céticos, inclusive o ceticismo interno, quando escrevo e falo sobre isso. Fomos ensinados que o mundo é duro, a vida é difícil e a gente que lide. Ouvir sobre positividade, contentamento e felicidade plena, fazem a gente pensar em um monte de gente que não enxerga a realidade do mundo, e vivem alienados.

 

Mas a verdade é que as situações externas que circundam nossa existência, não deveriam ser o que controlam nossas emoções e percepções da experiência da Vida, por isso que a meditação e as práticas de mindfulness são aliados no caminho da desconstrução deste ceticismo e no desenvolvimento de uma atitude mais positiva em relação a Vida.

 

É só quando vamos para dentro de nós mesmo que podemos ter acesso aquilo em que verdadeiramente acreditamos e, conquistamos a força necessária para expandir nosso espaço e criar a Vida que vislumbramos.

 

Entende que se conseguir clarear o que deseja alcançar, mais fácil vai se tornando a maneira de elaborar os passos para chegar lá? A vida pode (e deve) ser mais fácil. 

 

E por mais que tenha se criado uma certa aura mística e elaborada em volta do processo de meditar, a ideia é a de olhar para si mesmo. E mesmo que venha a enxurrada de pensamentos, ou aquela inquietação, as dores pelo corpo, os bichos imaginários, todas as paranoias e tarefas, não relute com nada disso. 

 

Esteja presente nos seus desconfortos e ansiedades, isso tudo faz parte do processo de se desintoxicar do lixo acumulado ao longo da vida. Encarar, e não adormecer e esconder-se dos “monstros”. 

 

É comum e natural que estejamos lidando com a mente agitada quando começamos as práticas de mindfulness, e meditação. Quase nunca nos damos tempo de escutar o que nosso corpo nos pede. Ou o que nossas emoções nos apontam sobre a vida que estamos levando. Vivemos nos hiper estimulando.

 

Por isso é natural também que a gente fuja desse encontro íntimo e que a gente queira inventar desculpas para não seguir adiante, porque se a nossa perspectiva de vida muda, nossas atitudes perante o mundo e as pessoas também vai mudar. E a mudança assusta! 

 

Mas se a gente enquanto sociedade anda tão insatisfeita com a nossas vidas, reclamamos, tomamos cada vez mais remédios, nos alimentamos mal e nos nutrimos de notícias que promovem o medo e a separação, mudanças serão bem vindas.

 

Na verdade, muitas comunidades já vivem de maneira mais equilibrada. Culturas nas quais se preza o autoconhecimento e a colaboração, promovendo uma maior positividade, chegam a viver mais anos e com maior qualidade de vida.

 

Nosso corpo é controlado por impulsos fisiológicos, quanto melhor nosso ambiente interno, melhor as descargas hormonais, melhor a saúde, e o bem estar. 

 

Os benefícios são tantos: aumenta imunidade, regula pressão arterial, diminui depressão e crises de ansiedade e de pânico, controla o ganho ou a perda de peso, melhora nossas relações, aumenta a expectativa de vida, e muitas outras coisas.

 

E porque mindfulness? Se vamos aumentando a nossa presença ao que estamos vivendo no presente, paramos de inventar preocupações sobre o futuro, inventar porque o que estamos pensando que vai acontecer, não aconteceu de fato e as circunstâncias podem sim mudar, mas projetamos, por ficar ressentindo questões vividas no passado. 

 

Como nosso corpo não diferencia o real do imaginado, se ficamos viajando nessas histórias inventadas e revividas por nossa mente, vamos liberando hormônios negativos que prejudicam nosso sistema e nos enfraquecem. E podem nos paralisar de tomar ações que criem a realidade que realmente gostaríamos de ver acontecer.

 

E se fazemos as visualizações e práticas de atenção plena, liberamos descargas positivas ao nosso sistema, e nos estimulamos a agir de maneira mais assertiva pelo que queremos.

 

Nesta semana, procure começar seu dia com dois ou três minutos de uma visualização de como quer que seja o seu dia. Pode ser no banho, ou no transporte, se for seguro feche seus olhos e imagine o dia ideal. Repita isso mais vezes ao longo do dia e o impacto será ainda maior.

 

A constância nas práticas é uma peça fundamental para sentir os efeitos. Este é um hábito para a vida e irá se tornar uma parte do seu dia do qual dificilmente irá ter vontade de realizar. 

 

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete a linha editorial e ideológica do Jornal da Orla. O jornal não se responsabiliza pelas colunas publicadas neste espaço.


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