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Turismo/Manual do Viajante | 16/03/2021

Descendente italiano, saiba como requerer cidadania

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Contratar uma empresa especializada facilita na hora de solicitar documento.

Uma vez italiano, para sempre italiano. E assim sucessivamente a cada geração. Ao menos é que considera a Constituição Italiana, de 1948. Conforme o documento, qualquer descendente de um cidadão italiano, independente da perpetuidade de grau, é considerado italiano também e pode requerer sua cidadania.  


Em 2018, o então embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, contou que há no país cerca de 30 milhões de brasileiros que são descendentes de italianos. Isso significa que 15% da população brasileira é classificada como italianos fantasmas. 


Fabio Fasoli, sócio-diretor da Dimensione Cidadania, empresa especializada em cidadania italiana, esclarece do que se trata esse termo. “O cidadão italiano fantasma é, basicamente, aquele indivíduo de uma outra nacionalidade que sequer sabe que é italiano, mas os direitos constitucionais da Itália o assegura. Essa pessoa carrega em sua ancestralidade direta, mesmo que de décima ou maior geração, um ascendente italiano e, portanto, está apta para requerer a sua cidadania italiana”.

 

“A demora e a falta de informação dificultam a intenção de quem procura pela cidadania italiana.  O Brasil está entre os países com maior potencial de demanda. E a queixa mais comum entre as pessoas que estão na fila é quanto a burocracia. Para essas pessoas, uma alternativa que pode agilizar o processo de forma idônea é a contratação de uma empresa especializada para o suporte da demanda”, pontua Fabio.


Para se ter ideia da dimensão dos italianos fantasmas, apenas no Brasil, o número dessa população é três vezes maior do que a de Portugal. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificaram que São Paulo é o estado com maior volume de descendentes de italianos. São cerca de 16 milhões.  Por outro lado, o estado com maior percentual de descendentes é o Espírito Santo. 


O número de brasileiros que residem na Itália também tem crescido. Em 1991 era de 10.953 pessoas. Em 2011 chegou a 37.567. E em 2016, foi a 45.410. Com isso, outra regra constitucional que pode resumir na cidadania italiana é o caso de um indivíduo apresentar residência fixa no país por mais de seis meses.


Segundo o Istat (Instituto Nacional de Estatística), da Itália, há uma fila de 112 mil brasileiros à espera da obtenção de cidadania italiana.



 


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