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Colunistas/Blog do Carpentieri | 26/03/2021

Ministro Queiroga está no caminho certo

Diretor de Redação do Jornal da Orla

Ele defende o uso de máscara, o distanciamento social e a vacinação em massa.

O novo ministro da Saúde (o quarto durante a pandemia), Marcelo Queiroga, está no caminho certo. Ele defende o uso de máscara, o distanciamento social e a vacinação em massa para conter a Covid-19. Tudo o que a ciência defende e que o presidente Jair Bolsonaro contestava.


O novo ministro, um médico respeitado, precisa de um tempo para corrigir as besteiras feitas por seu antecessor, o general três estrelas Eduardo Pazuello, que pode entender de quartéis, mas de saúde pública mostrou que é um zero à esquerda.


Queiroga tem dois problemas adicionais: precisa convencer o chefe, um negacionista convicto, de que é preciso seguir o que recomendam os cientistas e enfrentar a má vontade de grande parte da imprensa, que já perdeu a paciência com Bolsonaro e, por isso, ignora as boas ações que o novo ministro vem defendendo.
Na quinta-feira (25), ao visitar a USP, Queiroga enfrentou uma manifestação de estudantes de medicina que gritavam “mais vacina, menos cloroquina”. 


Vários comentaristas da Globo também criticaram o ministro insinuando que ele fora “passear” em São Paulo ao invés de estar preparando um plano consistente de combate à pandemia.


Foram críticas injustas porque Queiroga defende a vacinação e em momento algum recomendou cloroquina.
A tarefa do novo ministro é inglória: terá de lutar contra um vírus que assombra a humanidade e ainda contra um presidente teimoso, que vive no mundo da lua, e se recusa a adotar procedimentos recomentados pela ciência.


Mais do que nunca precisamos de união e de boa vontade. 


Deixar a política de lado e apoiar o novo ministro para que ele possa realizar o seu trabalho.


Quanto a Bolsonaro, seus amigos do Centrão já lhe deram uma prensa pública e humilhante. Por bem ou por mal ele terá de recuar.


Os mais de 300 mil mortos, grande parte deles produzidos pela incompetência do governo, foram demais até para a elite do PIB nacional – banqueiros, empresários e economistas.


No Brasil, governo algum resiste quando perde apoio de banqueiro e do Centrão.


Por mais ogro que Bolsonaro seja, ele sabe disso.
 


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