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Colunistas/Clara Monforte | 10/04/2021

Olhos nos olhos com Marcelo Cruz

Clara Monforte é advogada e colunista social, autora dos livros "Claríssima" e "Almanaque social"

Leandro Amaral

O advogado criminalista e professor universitário atua em Santos, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

MARCELO CRUZ é um advogado criminalista que, com garra e afinco, não mede esforços para desempenhar o seu nobre ofício. Combativo na defesa dos seus clientes, atua aqui em Santos, São Paulo, Rio de Janeiro e em Brasília. Há dez anos, é professor universitário nas cadeiras de Penal e Processo Penal.

 

Por quê escolheu ser Advogado?

Eu pretendia ser Delegado de Polícia. No 3º ano de Direito, um amigo me convidou para estagiar no escritório de um Advogado criminalista - Dr. Walter de Carvalho. Por uns instantes, quase recuei porque eu não sabia peticionar e não conhecia Processo Penal, porém, Deus me iluminou, fui aprovado na entrevista e lá me dediquei à carreira que exerço e amo muito.

 

Qual foi a sua primeira conquista?

Foi um júri, em 1997, no Guarujá. Defendíamos um policial militar que, numa operação, matou um bandido. Pensei que minha participação seria mínima, mas, no caminho, o Dr. Walter de Carvalho disse: “você vai assumir a tribuna”. E assim, comecei no Tribunal do Júri.

 

O que, profissionalmente, causa frustração em você?

A desigualdade entre o Ministério Público, a Magistratura e a Ordem dos Advogados do Brasil. Ao Advogado recai uma missão muito dura e não existe a paridade de armas, não existe igualdade entre o acusador e o defensor.

 

Você acha que tanto os Magistrados, quanto os Desembargadores estão julgando de acordo com suas próprias convicções, por vezes até em descumprimento às leis?

Tecnicamente, avalio que de acordo com a Constituição Federal, toda a decisão deve ser devidamente fundamentada. Percebo que, primeiro formam suas opiniões intimamente, antes mesmo da produção de provas, e fundamentam em cima do que estão opinando. Lamentavelmente, julgam de forma muito parcial.

 

Você está presidente estadual da ANACRIM - Associação dos Advogados Criminalistas. Uma das lutas é contra a criminalização dos Advogados. O que vc acha disso?

A criminalização do profissional é lamentável, porque o Advogado é reconhecido constitucionalmente, como imprescindível para a construção da atividade jurisdicional. O papel do Advogado é muito importante nesse cenário. Tentam atacar o exercício da defesa, mitigando a vontade do Advogado de se aventurar dentro de uma ação penal. Isso é preocupante demais. Um dos maiores abusos que podemos sofrer é o enfrentamento do estado democrático. O Advogado merece respeito.

 

Você tem seu escritório, é professor universitário, presidente da ANACRIM e um dos coordenadores da ESA - Escola Superior de Advocacia. O que mais gosta de fazer?

No Magistério, encontro uma forma de retribuir a Deus tudo o que me ofertou até hoje, ou seja, a possibilidade de lutar e crescer. Em aula, encontro a maneira que posso dizer “muito obrigado”.

 

Algum projeto?

Um dia, poder selecionar dez causas, sem recebimento de honorários, para defender pessoas que foram acusadas injustamente.

 

Qual a palavra que norteia a sua vida?

Perseverança.

 

Qual o seu lema? 

Que os estudantes de hoje sigam o que nos deixou Rui Barbosa: “No cume desta montanha, somente os fortes chegaram. Os fracos desistiram e os covardes sequer tentaram”.


DIFERENÇAS ENTRE VIVER BEM E SER FELIZ

Mais do que nunca, precisamos aprender a “viver bem.” Tantas são as más notícias que se nos deixarmos impregnar por elas, não conseguiremos cumprir nossas metas com o entusiasmo que a vida merece. 


Falo aqui de “viver bem” e não de “ser feliz.” É diferente. O estágio feliz somente alcançaremos quando aprendermos que a felicidade é simples e se encontra nas pequeninas coisas diárias, no perfume das flores que enfeitam os nossos dias, na saúde, na fartura à mesa, no carinho dos amigos, no amor que nos dedicam e nas bênçãos alcançadas.


A diferença entre “viver bem” e “ser feliz” também é não esquecermos de sorrir, de sermos convictos de nossos valores e firmes na fé que nos sustenta!


Para “viver bem” é preciso não termos medo e entendermos que nada vale mais do que a nossa paz.


As horas estão correndo, os dias estão mais curtos, os anos estão passando com interrupções...tudo isso é sinal de que não podemos perder tempo, é preciso pressa! 


Cultivemos todas as formas de “viver bem,” para chegarmos ao “ser feliz”, mais rapidamente!


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13.04.2018

Olhos nos olhos com Marcelo Cruz

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