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Colunistas/Saúde e Beleza | 08/05/2021

Disciplina x punição

Júlia Mendes é médica dermatologista e pediatra. CRM: 101090-SP / RQE: 32157/ RQE: 27484

Quem ama educa. Muitas dúvidas surgem a respeito de como educar? Nesse cenário muitos divergem sobre a necessidade ou não de castigo e, até mesmo de estabelecer limites e punições, refletindo nas atitudes diárias dos responsáveis e educadores. 

 

Para falar melhor sobre esse assunto eu convido o honrado professor de pediatria Drº Jayme Murahovschi, que é também pesquisador, palestrante e autor de livros que são referências da Pediatria no Brasil.

 

O objetivo deste texto enviado pelo Drº Jayme é fornecer aos responsáveis pela educação das crianças os conceitos básicos e sua aplicação na prática. Por isso ele é propositalmente apresentado em forma esquemática porque, a partir dele, os pais podem fazer suas próprias reflexões e individualizar o modo de aplicá-los nas suas condições particulares.

 

DISCIPLINA = “vou te ensinar a fazer isso direito”

PUNIÇÃO = “vou fazer você se arrepender de ter feito errado”

                                         (Leah Martin)

 

                                     

                            PREMISSAS / REFLITA

EDUCAR = guiar

Vale a orientação dos adultos por sua experiência e maturidade

ERRO = comportamento inadequado

PUNIÇÃO (castigo) = visa modificar o comportamento.

 Talvez até o consiga por medo do castigo, mas não por um aprendizado real. 

Pode fazer parar um comportamento indesejável, mas não ensina. 

Educação baseada em castigo não ensina valores de ética e responsabilidade

         “Para fazer uma criança se sentir melhor não precisamos fazê-la sentir-se pior”

 

 

                                               ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS:

 

  • As crianças precisam de limites
  • Elas sabem e até querem isso, mas vão testar o tempo todo e provocar quando tem oportunidade.
  • Normal: a partir dos 2 anos a criança começa a testar seus limites
  • Abandonar castigos e punições.
  • Utilizar o diálogo para resolução de problemas.
  • Mas não fazer sermão nem conversas muito longas
  • A criança deve ser envolvida na solução de problemas que lhe dizem respeito.
  • Usar erros como oportunidade de aprendizagem
  • Responsabilidade e não castigo.
  • Aprender o que é certo e errado. 
  • Instituir valores éticos
  • Não deve ser só por medo de castigo.
  • ERRADO: “se não guardar seus brinquedos você não pode assistir TV “
  • CERTO: “você pode assistir TV assim que guardar os brinquedos “
  • A educação baseada em castigo não ensina valores éticos e responsabilidade
  • Por isso, educar os filhos “olho no olho” e em termos positivos
  • Vamos pensar, refletir e agir 

 

É indiscutível que os pais desejam acertar e, por isso, a importância e atualidade do artigo, já que apresenta referenciais de alguém que possui um olhar sensível sobre o assunto.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete a linha editorial e ideológica do Jornal da Orla. O jornal não se responsabiliza pelas colunas publicadas neste espaço.


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