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Colunistas/Fronteiras da Ciência | 08/05/2021

Amor de mãe

Jadir Albino é apresentador do programa "Fronteiras da Ciência", exibido aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reapresentação aos sábados, às 21h.

Freepik

Nos dias de lutas insanas recordamos do doce amor de mãe, daquela que nos vigiou a infância, a juventude e os dias da madureza.

Narra uma mãe amorosa e preocupada com o sentimento de sua filha:


Abbey, nossa cadelinha de quatorze anos, morreu no mês passado.


No dia seguinte, minha filha de quatro anos, Meredith, chorava e comentava sobre a saudade que sentia de Abbey.


Ela perguntou se poderia escrever uma carta para Deus a fim de que, assim que Abbey chegasse ao céu, Deus a reconhecesse.


Eu concordei e ela ditou as seguintes palavras:


"Querido Deus. O Senhor poderia tomar conta da minha cachorrinha?


Ela morreu ontem e está aí no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela.


Fico feliz porque o Senhor deixou que eu ficasse com ela mesmo depois dela ter ficado doente.


Espero que o Senhor brinque com ela. Ela gosta de nadar e de jogar bola.


Estou mandando uma foto dela para que, assim que a veja, o Senhor a reconheça e saiba que é a minha cachorrinha.


Assinado: Meredith."


Pusemos a carta em um envelope com uma foto de Abbey com Meredith. 

 

Endereçamos: Deus. Céu.


Também pusemos nosso endereço como remetente. E Meredith colou vários selos na frente do envelope, pois ela disse que precisaria de muitos para a carta chegar até o céu.


Naquela tarde, ela colocou a carta numa caixa do correio.


Dias depois ela perguntou se Deus tinha recebido a carta. Respondi afirmativamente.


Ontem, havia um pacote embalado em papel dourado, na varanda de nossa casa, endereçado a Meredith.


Dentro havia um livro que dissertava a respeito da morte de animais de estimação.


Na capa interna, estava colada a carta de Meredith. Na outra página, a foto que ela mandara pelo correio e o seguinte bilhete:


"Querida Meredith. A Abbey chegou bem. A foto ajudou muito e eu a reconheci imediatamente.


Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal de estimação. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto.


Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey.


Obrigado por sua linda carta. Agradeço a sua mãe por tê-la ajudado a escrever e enviado para mim.


Que mãe maravilhosa você tem! Eu a escolhi especialmente para você.


Envio muitas bênçãos todos os dias e lembro que amo muito vocês.


A propósito, sou fácil de encontrar: Estou em todos os lugares onde exista amor.


Assinado: Deus."


[com base na Redação do Momento Espírita]


Que emocionante história! 


Uma mãe que se importa com os sentimentos da filha e, alguém do correio, que se dispõe a responder e lecionar, com simplicidade, belas verdades.


O amor de mãe brota da alma, desabrocha e esparrama em toda nossa essência.


Quantos nos alimentamos dessa seiva vigorosa, por dilatados anos.


Por vezes, até acreditamos que ela nos sufoca. Contudo, quando nos distanciamos dessa fonte protetora e acolhedora, nos sentimos necessitados...


Nos dias de carência, de lutas insanas e dores profundas, como recordamos do doce amor de mãe, daquela que nos vigiou a infância, a juventude e os dias da madureza.


Esta coluna, homenageia de forma singela, todas as mães e o seu amor imensurável.


PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE
 


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