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Colunistas/Clara Monforte | 15/05/2021

Olhos nos Olhos com Décio Romano

Clara Monforte é advogada e colunista social, autora dos livros "Claríssima" e "Almanaque social"

O designer e confeccionista de bijuterias dedica-se, há muitos anos, a essa arte.

DÉCIO ROMANO é designer e confeccionista de bijuterias e acessórios e, com muito bom gosto e técnica, dedica-se, há muitos anos, a essa arte. Adora o que faz! DECITO, como é carinhosamente chamado pelos amigos, é personal stylist on line, usa e abusa da criatividade nas peças que faz e não hesita em, nelas, colocar palavras espiritualizadas, que conduzem aos bons sentimentos.

 

Qual a sua formação? 

Filosofia, Psicanálise e idiomas. As acadêmicas (uma ou duas) estão nos meus planos, ainda. 


 
Por que ser criador de bijuterias e acessórios? 

Habita em mim um artesão e não há como não obedecê-lo. 


 
Que acessórios você cria, além das bijuterias?

Atualmente, as bijuterias absorvem todo o meu tempo, mas, as bolsas (ah!!...as bolsas) são uma paixão.

 

Há quanto tempo começou? 

Comecei no início dos anos 1990, mas já era da área de moda feminina, modelava e confeccionava trajes lindos (sempre de olho nos lançamentos, é a minha praia). 


 
Que materiais você usa em suas criações?
 
Metais e pedras são meus preferidos, mas quando a vibe pede outros materiais, acrescento couro, crochê, fio de silicone e tudo para que a peça seja e obedeça o que está rolando de mais legal. Atualmente, muito material vem semi pronto para as criações. 


 
Em que você se inspira para criar? 

Em mulheres. Tenho minhas musas que secretamente admiro, pela força interior delas (eu capto isso), pela dinâmica de suas vidas, pela coragem que as envolvem, pelo modo como conduzem os enfrentamentos, pelo comportamento na medida certa e lógico por um charme e glamour naturais. Essas mulheres são a minha mais forte e principal inspiração. 


 
Onde e quanto tempo morou fora de Santos? Por que? 

Morei na Itália, por um ano, quando tinha 25 anos. O impulso de conhecer de perto a cultura italiana era muito forte, dominava o idioma e tinha a chance de ter cidadania italiana (como pouco tempo depois eu obtive, de fato). Algum tempo depois veio Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, (sempre como participante das Feiras de Formadores de opinião de Moda). O movimento comercial mais intenso me lançava para lá, embora Santos sempre foi minha base, em todos esses anos. 


Você tem ou pretende ter o seu atelier? 

Sim, pretendo sim. Penso e mentalizo uma loja (charmozérrima) que conheci em Paris, tinha muito da história de sua proprietária e, além dos acessórios femininos, ela apresentava seu bom gosto em objetos de arte para decoração. 


 
Como vc se define?
  
Um ser mutante. Novas ideias, um novo caminho e missão espiritual se apresentam constantemente em minha vida. 


 
Qual a palavra que conduz a sua vida?
 
Bem, várias palavras têm muito poder e conduzem minha vida, mas, se eu tenho que selecionar uma única, então é: alegria!


DIZER NÃO À... MENTIRA!

Quem se sente melhor do que é...é medíocre, mas, quem aceita menos do que merece, também é! Jamais devemos confundir o que merecemos, com o que aceitamos. Algo inaceitável, por exemplo, é admitirmos a mentira, porque é a vontade deliberada de subestimar a nossa capacidade. A mentira é tão cruel que, repetidas várias vezes, torna-se verdade e pode causar estragos irremediáveis. A maioria dos erros humanos merecem perdão. A mentira não, porque não se trata de erro e sim da tomada de decisão com intenção de, na maioria das vezes, causar prejuízo, seja lá de que ordem for.


É terrível, quando uma só mentira destrói mil verdades e, em especial, um sentimento. Ninguém merece ser alvo de uma mentira. Não é dígno e, por mais que muitas verdades tenham sido ditas, uma só mentira destrói a confiança, para sempre!


Claro que não existem, apenas, verdades absolutas. Cada história tem três versões...a de um lado, a do outro e a verdade. Assim, o melhor é termos coragem de sermos verdadeiros, ignorando tudo o que é falso e irreal.
 


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13.04.2018

Olhos nos Olhos com Décio Romano

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