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Colunistas/Saúde e Beleza | 22/05/2021

Campanha maio amarelo

Júlia Mendes é médica dermatologista e pediatra. CRM: 101090-SP / RQE: 32157/ RQE: 27484

Pixabay

Depressão entre crianças e adoeslecente: pare, observe,acolha.

 

 

O aumento de casos de depressão entre crianças e adolescentes tem se acentuado nessa pandemia.

 

A recomendação do “fique em casa” traz os desafios do isolamento social e suas repercussões na criança e adolescente. 

 

Os impactos do isolamento social nos adolescentes, os quais potencializam o alto grau de vulnerabilidade, instabilidade e estresse experimentados no âmbito do processo de desenvolvimento, decorrentes do momento de transformações em que se encontram.

 

A campanha visa apontar as repercussões de risco físico e psíquico, bem como discutir as possibilidades de enfrentamento.

 

A depressão acontece independente de sexo, idade ou condição socioeconômica.

 

É necessário falar do assunto, pois ela existe.

 

É importante divulgar nas mídias, principalmente as sociais, pois os adolescentes no geral visualizam muito.

 

É fundamental manter o assunto em discussão em todas as suas formas e manifestações, com consciência de que ela existe, com o intuito de nos manter alertas para observar e procurar formas de acolher.

 

 

O diagnóstico precoce nos dá mais condições de impedir que crianças e adolescentes caminhem por um espaço nebuloso e perigoso.

 

Há grandes riscos físicos e psicológicos envolvidos.

 

O objetivo principal é manter uma discussão perene sobre a depressão na faixa etária pediátrica, suas causas, consequências, prevenção e formas de tratamento. 

 

A campanha pretende atuar em vários níveis e instâncias que lidam com a criança e com o adolescente para que possa oferecer os meios necessários para a detecção, acolhimento, prevenção e tratamento da depressão e das situações de risco que esta determina.

 

Nesse contexto, o papel do pediatra é fundamental na observação de sinais que sirvam de alerta e que possam se antepor a situações mais críticas, por meio de um diagnóstico precoce. 

 

As consultas de rotina e a maior proximidade com os pacientes e seus familiares permitem, ou ao menos facilitam, a percepção de alterações clínicas e comportamentais iniciais – e às vezes ainda sutis – de quadros depressivos. 

 

Portanto, o pediatra deve estar atento e indicar as primeiras condutas e encaminhamentos sequenciais, a fim de que se estabeleça, o mais rápido possível, a atenção necessária.

 

Quanto antes identificamos os sintomas da depressão, mais rápido podemos tomar as medidas e ações necessárias para evitar que as manifestações se agravem e coloquem a criança ou o adolescente em situações de risco.

A campanha é coordenada pelo Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes da SPSP.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete a linha editorial e ideológica do Jornal da Orla. O jornal não se responsabiliza pelas colunas publicadas neste espaço.

 

 


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