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Cotidiano/Saúde | 31/05/2021

Obesos podem ser submetidos à cirurgia bariátrica em Guarujá

Freepik

Município possui parceria para agilizar o procedimento via SUS.

Guarujá oferece acompanhamento constante a pacientes obesos e com sobrepeso nas Unidades Básicas de Saúde e, dependendo do caso, muitos deles podem ser submetidos à cirurgia bariátrica, de forma gratuita, via Sistema Único de Saúde (SUS). Uma parceria com a Diretoria Regional de Saúde, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital dos Estivadores, firmada em 2019, tem agilizado a realização do procedimento.


De lá para cá, 26 pacientes foram submetidos à gastroplastia, e farão neste ano a cirurgia reparadora pós-bariátrica, que consiste em um conjunto de operações para remover o excesso de pele e flacidez após a queda drástica de peso.


A enfermeira Maria Aparecida Diniz, gerente da Unidade Básica de Saúde (UBS) Pae Cará, local de origem da maioria dos pacientes que realizaram a cirurgia, lembra que o acompanhamento deles é fundamental durante todo o processo. 

 

“A obesidade hoje é considerada uma doença crônica, como diabetes, hipertensão, entre outras. No Brasil, atualmente, cerca de 25% da população está em sobrepeso, enquanto outros 20% já se tornou obesa. Mas, na maioria dos casos, a cirurgia não é necessária. Muitos conseguem sair dessa condição aliando alimentação, exercícios e até medicamentos”, complementa.

 

Nem sempre é a primeira opção
A gastroplastia não é a primeira opção para todos os indivíduos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cirurgia só é indicada aos pacientes que possuam Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 40 kg/m² e não tenham conseguido emagrecer após dois anos de tratamento clínico – mesmo com a utilização de medicamentos.

 

Também aqueles com IMC maior de 35 kg/m² e que possuam problemas como hipertensão arterial, diabetes, alto índice de gordura no sangue, apneia do sono e problemas articulares.


Os munícipes que estão em sobrepeso – IMC maior que 25 kg/m² - e obesos – IMC superior a 30 kg/m² - recebem acompanhamento médico e nutricional nas unidades, mas muitos nem precisam realizar o procedimento.


Pois por meio de um processo de reeducação alimentar e a inclusão de exercícios físicos na rotina, uma parte desses pacientes consegue sair de uma condição de risco para uma vida saudável.


 


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