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Colunistas/Fronteiras da Ciência | 05/06/2021

Reflexão para o Dia dos Namorados

Jadir Albino é apresentador do programa "Fronteiras da Ciência", exibido aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reapresentação aos sábados, às 21h.

Não deixemos que as lágrimas nos impeçam de ver as estrelas da esperança de um novo encontro.

Era Dia dos Namorados.


Rose olhava melancólica para o vaso em que costumava colocar as rosas vermelhas que chegavam, todos os anos, naquela data especial.


Rosas vermelhas eram as suas favoritas e todo ano seu marido as enviava, atadas com lindos enfeites.


Rose foi retirada de seus pensamentos pelo som da campainha. Atendeu a porta e lá estava o buquê de rosas vermelhas. Com os olhos marejados de lágrimas ela leu o cartão que dizia, como nos anos anteriores: “Seja minha eterna namorada”.


Cada ano ele enviava rosas e o cartão sempre dizia: “Eu te amo mais este ano do que no ano passado. Meu amor por você sempre aumentará com o passar dos anos”. Ela sabia que aquela seria a última vez que as rosas apareceriam, pois seu marido havia morrido há quase um ano. Rose concluiu: “Ele encomendou as rosas adiantado”. 


Seu amado marido não sabia que não estaria mais ali naquele dia... Ele sempre gostou de preparar as coisas com antecedência, pois se estivesse muito ocupado tudo funcionaria perfeitamente.


Ela ajeitou as flores e as colocou no vaso de cristal.  Depois, colocou o vaso ao lado da foto sorridente do esposo querido. Sentou-se, por horas, na cadeira favorita dele, enquanto olhava para sua fotografia e admirava as rosas.


Mais um ano transcorreu. Tinha sido difícil viver sem seu companheiro. Era Dia dos Namorados outra vez e então, na mesma hora de sempre, como no Dia dos Namorados anteriores, a campainha tocou.


E ali estavam as rosas, nas mãos do mensageiro, esperando para lhe serem entregues. Rose as recebeu e as olhou chocada. Então, foi ao telefone e ligou para a floricultura. O dono atendeu e ela perguntou se poderia explicar por que alguém faria isso, causando tanta dor.


“Eu sei que seu marido faleceu há mais de um ano”, disse o dono. “Eu sabia que a senhora ligaria para saber. As flores que recebeu hoje, foram encomendadas por ele. Seu marido sempre planejou adiante, não deixava nada imprevisto. Existe um pedido que eu tenho arquivado e que ele pagou adiantado. A senhora vai receber as rosas vermelhas todos os anos, até que a sua porta não mais atenda. Essa foi a recomendação que ele me deixou”.


Rose sentiu-se reanimada. Agora olhava as flores e pensava nos muitos momentos felizes que passara com aquele homem singular, que não deixara de ser gentil e carinhoso, mesmo depois de não estar mais fisicamente ao seu lado.


[com base na Redação do Momento Espírita]


Se o céu dos nossos sorrisos está com as estrelas da alegria apagadas pela saudade daqueles que se foram, ofereçamos a eles as rosas da gratidão pelos momentos felizes que tivemos juntos.


Não deixemos que as lágrimas nos impeçam de ver as estrelas da esperança de um novo encontro, num amanhã feliz que não tarda a chegar. Conservemos a certeza de que o amor é eterno tanto quanto nossas vivencias, e jamais se perde. Lembremos que Jesus foi o grande propagador da Imortalidade. Ele atravessou o túmulo e voltou, exuberante, oferecendo-nos a prova de que a vida é indestrutível, tanto quanto o amor.

 

Feliz Dia dos Namorados a todos(as) amigos(as) leitores(as).
 


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