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Novo Coronavírus/Novo Coronavírus | 12/06/2021

Ausência para tomar segunda dose contra a covid-19 preocupa

Susan Hortas/PMS

Infectologista Ricardo Hayden destaca a importância de completar a imunização.

 

A quantidade de pessoas que não estão comparecendo aos postos de vacinação para tomar a segunda dose de vacina contra o novo coronavírus está preocupando as autoridades de saúde. No Brasil, mais de 500 mil pessoas não retornaram aos postos de vacinação; na Baixada Santista, são cerca de 17 mil sendo 6 mil em Santos.


O infectologista Ricardo Hayden considera a ausência uma situação “absurda e descabida”. “O fato de ter tido algum efeito, como uma febre, dor de cabeça ou dor no corpo, como de fato algumas pessoas têm, não significa que isso vai ser multiplicado por dois quando tomar a segunda dose”, explica.


Hayden salienta que as vacinas (todas as que estão sendo aplicadas) são seguras e eficazes. Ele esclarece também que não há razão para temer reações adversas. Segundo ele, a ocorrência de trombose é muito rara, aparecem numa frequência de 4 a 5 pessoas para cada 1 milhão de vacinas aplicadas. “Entre mulheres que fumam e tomam anti-concepcional, pode chegar a 40 casos em cada milhão de vacinas aplicadas. Até agora, processos reversíveis. O caso da grávida que morreu após tomar vacina está sendo estudado e até agora não conseguiu se atribuir um fato causal direto. É obvio que não existe vacina perfeita, mas de maneira geral podemos garantir que esta vacina é bastante segura”.


O infectologista explica que a primeira dose é como se fosse o alicerce da casa e a segunda é a casa que vai se construir sobre o alicerce. “A primeira dose ensina o corpo a trabalhar contra aquele antígeno. Você tem dois braços, células que circulam no sangue que produzem anticorpos e células que se multiplicam e são específicas contra o vírus. A gente tem uma imunidade humoral, que são os anticorpos que circulam no sangue, e uma imunidade celular, que pode permanecer por anos”, esclarece.


Segundo Hayden, os cientistas que lidam com esta parte vacinal acreditam que será necessário tomar uma terceira dose de reforço e provavelmente será preciso se vacinar contra a covid-19 a cada ano.

 

MÁSCARA É ESSENCIAL
Ricardo Hayden destaca também a eficácia do uso de máscaras e classifica a crença de que a máscara “faz a pessoa inalar o próprio gás carbônico” como “uma bobagem sem tamanho”. “É obvio que a pessoa inala o próprio gás carbônico mas num teor muito baixo. A máscara não veda a entrada do oxigênio. Veda as partículas de diversos tipos, desde uma poeria até o vírus da covid-19”.


O infectologista acrescenta que é preciso estar atento à qualidade das máscaras, que podem até ser caseiras. Ele ressalta que testes indicam como as mais seguras a N95 e, sem seguida a PFF2. 


“O uso da máscara é inquestionável. Achar que não precisa usar ao andar no calçadão da praia é um erro. A pessoa que anda em sentido contrário ou mesmo à sua frente pode eliminar o vírus, que fica em suspensão e você pode inalar, até mesmo o vento pode contribuir para isso”.

 


 


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