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Notícias/Porto | 10/07/2021

Porto de Santos será mola propulsora na retomada da economia local

MARCO SANTANA - DA REDAÇÃO
SPA

Segmento deve gerar emprego e renda com controle da pandemia.

Um dos poucos segmentos econômicos a não sofrer grandes impactos por conta da pandemia, o setor portuário busca reunir aprendizados deste momento delicado e já coloca em prática planos para colher resultados assim que esta crise sanitária for superada. 


Além de não ter interrompido atividades, o setor deu continuidade nos investimentos de implantação de novos terminais e ampliação de instalações. E, assim que houver a retomada das atividades de outros segmentos, principalmente os serviços, a tendência é o porto servir como mola propulsora de desenvolvimento, gerando empregos (diretos e indiretos), renda e tributos para as prefeituras da região.

 

Dinheiro volta a circular
“O setor portuário foi um dos poucos setores que não se desmobilizaram, não parou. O Porto de Santos bateu recordes consecutivos, independentemente da forte queda do PIB que tivemos no ano passado”, explica o consultor portuário Fabrizio Pierdomênico. “A pandemia afetou muito o setor de serviços, 70% do PIB nacional é formado por serviços. Quando isso ocorre, há perda na geração de riqueza e desemprego”, completa. 


Pierdomênico acredita que quando as atividades voltarem a um nível razoável de normalidade, o setor de serviços ficará rapidamente aquecido, já que o segmento portuário (empresas e trabalhadores) é um grande consumidor. “Santos tem um setor de serviços muito forte e é o porto que puxa este segmento”, acrescenta. 


Presidente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp), Regis Gilberto Prunzel, traça uma perspectiva positiva para o setor portuário que vai acabar beneficiando também trabalhadores, outras empresas das cidades e as prefeituras dos municípios que abrigam o porto. Ele explica que as empresas mantiveram os investimentos nos terminais, atualização de ferrovias e obras estratégias, gerando empregos num momento de pandemia, mas, segundo ele o mais importante, preparando o ambiente propício para o retorno da normalidade econômica. “Temos uma expectativa alta de movimentação de cargas em todos os segmentos, carga geral contêineres e granel”, explica.


Prunzel destaca que o segmento deu sua contribuição durante as fases mais dramáticas da pandemia, mantendo empregos e continuando a pagar tributos às Prefeituras. “O porto é responsável por 2/3 da arrecadação municipal de Santos”, exemplifica. “Geramos a renda e a receita para que os órgãos públicos pudessem cumprir o seu papel”, completa.


Ensinamentos
Fabrizio Pierdomênico avalia que é possível extrair ensinamentos positivos com a pandemia. “As empresas descobriram que parte de seus colaboradores podem desempenhar o mesmo papel em casa. Para aqueles que não estão na operação direta é possível, e isso desonera alguns custos. Além disso, tem ajudado na questão da não aglomeração”, afirma.


Regis Prunzel acredita que a pandemia permitiu rever processos, acentuar investimentos em tecnologia da informação e também a importância de preparar a mão de obra para novos equipamentos. 


“Temos que preparar o trabalhador que vai operar estes equipamentos. Nosso desafio é  identificar quais estas demandas tecnológicas, quais os equipamentos e qual a mão de obra que nós precisamos qualificar. Preparar o profissional do futuro”, finaliza.


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