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Colunistas/Clara Monforte | 17/07/2021

Olhos nos olhos com Alex Macedo

Clara Monforte é advogada e colunista social, autora dos livros "Claríssima" e "Almanaque social"

Macedo é médico pneumologista e Diretor Técnico da Santa Casa de Santos.

ALEX MACEDO é um excelente médico pneumologista e Diretor Técnico da Santa Casa de Santos. Os males decorrentes da COVID 19, que têm atingido os pulmões, não são poucos e, ele, nos explica as causas e consequências mais comuns.

 

Como esse vírus atinge os pulmões?
 
O vírus penetra na via aérea (nariz e boca), através de micro gotículas ou pelas mãos contaminadas e se prolifera. Na maior parte das pessoas, o sistema de defesa destrói 90% do vírus. Porém, 10% ganha do sistema de defesa e alcança as vias aéreas inferiores, que são os pulmões, podendo gerar a pneumonia viral, que são as formas moderadas e graves da doença, as que mais impactam em internação e mortalidade.

 

Todos têm comprometimento nos pulmões?

Nem todos. Algumas pessoas têm comprometimento pouco sintomático. A presença do vírus nos pulmões ou a reação inflamatória pelo vírus é o fator marcador de gravidade…quanto maior a inflamação, maior a gravidade, que é medida pela diminuição da oxigenação do sangue. A avaliação clínica, laboratorial e a tomografia são os parâmetros que predizem que o paciente pode ser grave. Monitorar a oxigenação é o principal cuidado.

 

Qual o percentual da oxigenação, relativamente bom?

O percentual de 90% é o limiar crítico. Abaixo de 90%, o paciente tem que ser internado. Entre 90% e 92% depende da condição clínica, precisam de observação. Casos acima de 93% e 94%, podem ser tratados em casa, mas,  qualquer alteração na saturação gera um fator de extrema gravidade.

 

O que significa “vidro fosco”?

É a fase aguda do vírus, é a inflamação dos pulmões reagindo à presença do vírus. O vidro fosco na presença da Covid significa ter pneumonia viral. Ele se instala na fase aguda. Porém, pode perpetuar até seis meses…o vírus foi embora, mas a reação inflamatória continua. Não é grave, mas tem que ser acompanhado, através de imagem, até o desaparecimento, em média, três a seis meses. É uma agressão ao tecido que pode evoluir como fibrose.

 

Qual o pior período?

O pior período é a chamada fase inflamatória entre o 7º e o 12º dia, é a fase que mais preocupa. Nos 13º/14º dias é a curva de melhoria.

 

Quando podemos dizer: estou curado?

Da fase aguda de leve a moderada ao 14º dia. As pessoas que foram para a UTI, até o 21º dia. Daí, vêm as reações…síndrome pós-Covid…dor no corpo, fadiga muscular, tosse seca, cansaço, febre, dor de cabeça, etc. Esta fase vai do 14º ao 30º dia, porém, quanto mais agressivo na fase de formação, mais tempo a síndrome pós-infecciosa permanecerá.

 

Há pessoas que já tomaram a segunda dose e pegaram o vírus. Por que?

Só é possível fechar um estudo sobre a resposta da vacina no organismo, grau de proteção, etc, depois de um ano. Nenhuma das vacinas que foram testadas no Brasil, tem mais de um ano de pesquisa. Há uma mínima porcentagem de pacientes em que ela não vai proteger, mas existe. Para diminuir a circulação do vírus, elas funcionam.

 

Quem tomou a Coronavac ou outra, pode, após, tomar outra de outra marca?

Pode, em um intervalo de 3 a 6 meses, sem risco. Vai estimular outro tipo de proteção. Mas, não há problema nenhum, e é o que vai acabar acontecendo.

 

Para terminar: quer dizer que você é saxofonista? É uma terapia para aliviar as tensões?

É uma das maneiras. O saxofone entrou na minha vida quando eu tinha 14/15 anos, passou por uma fase muito séria e depois resolvi fazer medicina. Há uns 15 anos, voltou a fazer parte dela.


MULHER

Dizem que nós, as mulheres, somos difíceis de sermos entendidas. Mito ou verdade? Vale uma breve análise…adoramos ouvir “eu te amo”, mas isso não basta. Tem que provar dando atenção e carinho. Nós, as mulheres, somos ciumentas. Então, têm que sentir ciúmes de nós, também. O ciúme alimenta o “ego”. É importante ter alguém com uma boa cultura geral, que saiba conversar sobre todos os assuntos, mas que, não fique calado entre livros e jornais, sem ouvir e conversar com a mulher. Ainda mais assistindo futebol, séries ou filmes. O homem, via de regra, não gosta de discutir relação e as mulheres adoram provocá-lo para esse tipo de bate-papo. Numa roda de amigos, também não pode “tomar conta” da palavra…as mulheres adoram dar palpite. 


É bom, às vezes, pegar a estrada dirigindo, só que o “copiloto” não pode dizer como dirigir. Aí não dá.
É tudo mais ou menos assim. Somos difíceis de sermos entendidas? Mito ou verdade? Nem uma coisa, nem outra. Apenas somos mulheres.
 


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13.04.2018

Olhos nos olhos com Alex Macedo

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