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Cotidiano/Meio Ambiente | 27/07/2021

Agricultura familiar é a base da merenda nas escolas municipais de Guarujá

PMG

Alimentos são cultivados por agricultures da cidade e do Vale do Ribeira.

A merenda escolar servida nas escolas da rede municipal de Guarujá tem mais de 15 alimentos vindo da agricultura familiar. Os alimentos, cultivados por cooperativas instaladas na cidade e também do Vale do Ribeira, beneficiam os mais de 34 mil alunos da rede.

 

Atualmente, os itens incorporados à alimentação escolar são alface hidropônica, chuchu, banana nanica, banana prata, rúcula, mandioca, maracujá azedo, abobrinha, maçã, cenoura, abóbora, abacate, pepino, repolho, salsinha, escarola e couve manteiga. Em 2017 foram incorporados alimentos como abobrinha, maçã, cenoura, abóbora, abacate, pepino, repolho, salsinha, escarola e couve manteiga.

 

“Diferente dos demais, o alimento que vem da agricultura familiar apresenta qualidade muito superior, tendo em vista que são produtos orgânicos. O seu valor nutricional é melhor, por não conter agrotóxico e ser produzido à base de adubos naturais”, explica a nutricionista do setor de Alimentação Escolar da Seduc, Anna Paula Salles Maia Duarte.

 

Agricultora de Guarujá fornece maracujá

Kátia Unten tem 40 anos e 13 deles dedicados à agricultura familiar. Sua história passa de geração para geração: foi iniciada pelo avô e depois assumida por seu pai. O sítio pertence à sua família desde 1969. Hoje é uma das três agricultoras que possuem cooperativas na Estrada Guarujá-Bertioga. Trata-se de uma área rural em meio à área urbana da Cidade.

 

Formada em Artes, Kátia decidiu ir para o Japão em 2002, com o objetivo de conseguir dinheiro para investir no sítio. Voltou ao Guarujá em 2007 e desde então sua vida é a agricultura. Tudo o que planta é orgânico.

 

Vice-presidente da Associação dos Agricultores de Guarujá, ela produz uma gama de alimentos orgânicos: palmito pupunha, tomate, maracujá e inhame, em uma área que compreende chácaras de 3 a 5 hectares. Desses alimentos, o maracujá é o item que abastece a merenda da rede municipal. A fruta, que leva até um ano para ser colhida, gera uma produção que ultrapassa a marca de três toneladas.

 

A comercialização de alguns desses alimentos acontece junto com o Caminhão do Peixe (na Praça 14 Bis, em Vicente de Carvalho, e também próximo à Rua Acre, na Enseada). Outras duas propriedades na mesma região também fornecem alimentos para o abastecimento da merenda de Guarujá. São eles: alface, salsinha, rúcula, chuchu e abobrinha.

 

Contrato com agricultores na pandemia

Mesmo com a pandemia da Covid-19, a Secretaria de Educação da cidade manteve os contratos com os agricultores locais.

 

“Guarujá foi a única cidade do litoral que honrou o contrato conosco”. A afirmação é do vice-presidente da Associação dos Produtores Rurais da Microbacia Hidrográfica do Rio Branco, Pescadores Artesanais, Aquicultores e Indígenas de Itanhaém e Região (Amibra), Cleiton Valente Borges.

 

A Associação conta com 60 agricultores, que sofreram devido à interrupção dos contratos de outros municípios. “Os hortifrútis ficaram nas hortas, sem ter para quem vender”, lembrou. Cleiton comenta que a vigência do contrato, através de chamada pública, foi de fundamental importância. “Foi um processo que devolveu a autoestima e a confiança do agricultor, assim como a sua vontade e satisfação de poder ter o seu alimento compartilhado”.

 

A Amibra está situada em Itanhaém e fornece à rede municipal de Guarujá hortifrútis como banana, alface hidropônico, couve, escarola, rúcula, abobrinha, pepino e salsinha.


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