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Colunistas/Saúde e Beleza | 21/08/2021

Cisto Epidérmico

Júlia Mendes é médica dermatologista e pediatra. CRM: 101090-SP / RQE: 32157/ RQE: 27484

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Alguns cistos são reconhecidos popularmente como 'cravo gigante'.

O cisto epidérmico é mais conhecido com ''cisto sebáceo''. São cistos cutâneos mais comuns

 

De onde vem a origem do cisto epidérmico?

As células epidérmicas (presentes na camada superficial), que são produtoras de queratina, se proliferam dentro da derme (camada média da pele).

 

Os 3 motivos de formação do cisto são:

 

Geralmente por oclusão do folículo pilossebéaceo;

Impantação de células epidérmicas na derme por traumatismo;

Células desprendidas ao longo das fendas embrionárias.

 

Manifestações na clínica:

Alguns cistos epidérmicos são reconhecidos popularmente como um “cravo gigante”. Nesses nota-se um ponto central, que corresponde ao orifício pilossebáceo obstruído que, à expressão do cisto, elimina material queratinoso.
Seu tamanho pode ser de milímetros até vários centímetros, de coloração que varia da pele normal a esbranquiçados ou amarelados quando estão mais superficiais.


 
Complicações do cisto:


Quando ocorre inflamação secundária o cisto se torna eritematoso e doloroso.
Pode apresentar flutuação e eliminar um conteúdo queratinoso e purulento de odor rançoso.
 

Tratamento:


O tratamento de eleição é a retirada total do cisto por exérese e sutura.
É importante salientar que se ficar algum resto da cápsula pode ocorrer recidiva.
Se houver infecção secundária é necessário introduzir o antibiótico.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete a linha editorial e ideológica do Jornal da Orla. O jornal não se responsabiliza pelas colunas publicadas neste espaço.


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